Isaquias Queiroz encerra final do Mundial de canoagem na última colocação

Isaquias Queiroz encerra final do Mundial de canoagem na última colocação

Esporte

Desempenho abaixo do esperado na Polônia

O canoísta brasileiro Isaquias Queiroz, um dos maiores nomes da história do esporte olímpico nacional, enfrentou um resultado atípico nesta sexta-feira (28). Competindo na final da prova C1 1000 metros durante o Campeonato Mundial de Canoagem de velocidade, realizado em Poznan, na Polônia, o atleta de 32 anos cruzou a linha de chegada na nona posição, ficando fora da disputa por medalhas.

A prova foi marcada por um nível técnico elevadíssimo e um desfecho incomum. O ouro foi dividido entre o tcheco Martin Fuksa, atual campeão olímpico, e o húngaro Daniel Fejes, que registraram o tempo idêntico de 4min07s44. O pódio foi completado pelo ucraniano Zakhar Tarnovschi, que garantiu o bronze com a marca de 4min08s74.

Desafios físicos e adaptação ao ritmo de competição

Após a prova, Isaquias Queiroz não escondeu a frustração, mas buscou contextualizar o momento atual de sua carreira. Em entrevista ao canal Sportv, o baiano admitiu que o ano de 2026 tem sido atípico, marcado por uma série de interrupções em seu ciclo de treinamentos devido a questões de saúde. O atleta mencionou a necessidade de uma cirurgia oftalmológica e um problema persistente no quadril que limitou sua capacidade de preparação física.

“Eu sabia que ia ser uma prova difícil. Lógico que queria o pódio, mas fico feliz pelo que fiz aqui. Esse ano está sendo meio complicado para mim, diferente”, desabafou o multicampeão. Ele destacou que as condições climáticas em Poznan, especialmente a intensidade do vento, somadas à falta de ritmo competitivo, foram fatores determinantes para o resultado final. “Tentei acompanhar, mas a falta de ritmo pesa muito”, completou.

Trajetória consolidada e o futuro nas águas

Apesar do resultado na Polônia, o histórico de Isaquias Queiroz permanece como um dos mais vitoriosos do esporte brasileiro. O canoísta acumula 14 medalhas em Mundiais, sendo sete delas de ouro, conquistadas entre 2013 e 2022 em diversas categorias, incluindo C1 1000m, C1 500m e C2 1000m, esta última ao lado de Erlon Silva. A presença na final em Poznan, após ter registrado o segundo melhor tempo nas semifinais (4min23s65), mostra que, apesar dos obstáculos, o atleta segue competitivo no cenário internacional.

A ausência de medalhas em Mundiais recentes, como a edição de 2023, e a pausa em 2025, sinalizam uma fase de transição para o atleta, que busca equilibrar a longevidade na carreira com a recuperação física. O Diário Global segue acompanhando de perto a trajetória dos atletas brasileiros nas competições internacionais. Continue conosco para mais atualizações sobre o esporte mundial e análises aprofundadas sobre os principais eventos do calendário esportivo.

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