Planalto conquista Brasileirão Feminino a3 e faz história para o futebol goiano

Planalto conquista Brasileirão Feminino a3 e faz história para o futebol goiano

Esporte

O Planalto Esporte Clube, agremiação de Aparecida de Goiânia, consolidou seu nome na história do esporte nacional ao conquistar o título da Série A3 do Campeonato Brasileiro Feminino. Com uma trajetória meteórica, o clube, fundado em dezembro de 2024, superou o Juventude-SE por 1 a 0 no estádio Batistão, em Aracaju, na noite de sábado (5). A vitória não apenas garantiu o troféu da terceira divisão nacional, mas também marcou a primeira vez que um time de Goiás alcança o topo de uma competição oficial de futebol feminino no Brasil.

Uma ascensão meteórica no cenário nacional

A conquista do Corvo da Massa, como é carinhosamente apelidada a equipe, chama a atenção pela rapidez com que o projeto se estruturou. Após estrear no futebol profissional em 2025 e conquistar o vice-campeonato estadual, o clube garantiu a vaga para o Brasileirão A3 em 2026. A campanha vitoriosa na temporada de estreia reflete o investimento e a organização do projeto, que nasceu sob a liderança da Central Única das Favelas (Cufa) de Goiás.

O feito do Planalto coloca o Centro-Oeste em um patamar de destaque no futebol feminino nacional. A região agora iguala o Sudeste com dois títulos na Série A3, somando-se à conquista do Mixto, de Mato Grosso, em 2023. O sucesso goiano também coroa o trabalho da técnica Regiane Santos, que acumula três acessos nacionais desde 2022, reafirmando sua capacidade de formar elencos competitivos e vitoriosos.

Campanha sólida e decisão em Aracaju

O caminho até a taça foi marcado por consistência tática e eficiência ofensiva. Ao longo de 14 partidas, o Planalto acumulou dez vitórias, três empates e sofreu apenas uma derrota, totalizando 28 gols marcados. A atacante Marcelly destacou-se como a principal referência ofensiva, terminando a campanha com sete gols anotados. O equilíbrio defensivo, que permitiu apenas 18 gols sofridos, foi fundamental para segurar a pressão do Juventude-SE na grande final.

No confronto decisivo, o gol do título veio dos pés de Brenda, aos 44 minutos do primeiro tempo. Em uma cobrança de falta precisa, a camisa 10 acertou o ângulo da goleira Monique, garantindo a vantagem que as goianas souberam administrar até o apito final. O momento foi de superação para a atleta, que havia sofrido uma lesão grave nas semifinais contra o Realidade Jovem, precisando ser retirada de campo de ambulância, mas retornando a tempo de ser a protagonista da final.

Legado e futuro das competições

Embora o Juventude-SE tenha deixado escapar o título inédito para o estado de Sergipe, o clube sergipano encerra sua participação com um saldo positivo: a garantia de vaga na Série A2 do Brasileirão de 2027. O mesmo benefício se estende ao campeão Planalto e aos semifinalistas Portuguesa-AP e Realidade Jovem. Este cenário de ascensão reflete o crescimento da base do futebol feminino brasileiro, que ganha cada vez mais visibilidade com transmissões como as da TV Brasil.

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