Rock in Rio 2028: K-pop, sertanejo e ritmos latinos moldam o futuro do festival

Rock in Rio 2028: K-pop, sertanejo e ritmos latinos moldam o futuro do festival

Entretenimento

Após o encerramento da edição de 2026, marcada por chuvas e performances memoráveis em setembro, o Rock in Rio já direciona seu olhar para o futuro, com a próxima edição agendada para setembro de 2028. As discussões entre os organizadores revelam uma clara tendência de expansão para além do rock tradicional, abraçando gêneros que têm conquistado o público global e brasileiro. A expectativa é de uma presença ainda mais forte do K-Pop e da música latina, que já deram o ar da graça neste ano, e a introdução de ritmos como o sertanejo e o country, sinalizando uma transformação na identidade musical do festival.

Essa evolução reflete não apenas as mudanças no cenário musical mundial, mas também a busca do festival por se manter relevante e atraente para novas gerações de fãs. A aposta em gêneros diversos demonstra a capacidade do Rock in Rio de se adaptar e de se consolidar como uma plataforma abrangente para a música, independentemente de sua origem ou estilo.

K-Pop: a força coreana que veio para ficar

A edição de 2026 do Rock in Rio foi um marco para a música pop coreana no Brasil, com uma noite inteiramente dedicada ao K-Pop. O grupo Stray Kids liderou o Palco Mundo, atraindo uma multidão diversificada que incluía crianças, adolescentes e seus pais, todos imersos na energia contagiante do gênero. A Cidade do Rock esteve lotada, evidenciando o poder de mobilização desses artistas.

Um dos destaques do festival foi o show da cantora Hwasa, integrante do renomado grupo MAMAMOO, que foi amplamente elogiado pela crítica e pelo público como uma das melhores apresentações. O sucesso do K-Pop em 2026 solidifica a expectativa de sua continuidade no evento. Roberta Medina, presidente executiva da Rock World, empresa que administra o Rock in Rio, expressou seu desejo de manter o gênero na programação. “Eu espero que sim. Agora, se podemos [esperar], é aquele quebra-cabeça da vida de agendas que a gente passa. A gente está trabalhando nisso”, afirmou, indicando os desafios logísticos, mas também o empenho em concretizar essa visão.

Sertanejo e country: novos horizontes para o festival

A visão de Roberto Medina, criador do Rock in Rio, aponta para uma inclusão ainda mais ousada: a música sertaneja e o country. Essa ideia não é nova; em 2024, o festival já havia ensaiado essa aproximação com o “Dia Brasil”, que contou com a presença de ícones como Chitãozinho e Xororó, além de nomes em ascensão como Ana Castela e Simone Mendes. A participação de Luan Santana, embora cancelada devido a atrasos na programação, reforça o interesse em trazer esses artistas para o palco do festival.

Em entrevista à revista Veja, Roberto Medina justificou sua aposta: “Quando pensei em K-pop, as pessoas falavam: ‘Não é’. E foi. Tem um outro também que quero trabalhar, que é o country e o sertanejo. Por que não? O sertanejo é um gênero que é o mais tocado no Brasil. O country é um gênero muito bacana. Não comecei a pensar nisso objetivamente, mas está no meu radar.” A declaração sublinha a filosofia de Medina de desafiar convenções e abraçar a diversidade musical que ressoa com o público brasileiro, reconhecendo o sertanejo como o gênero de maior popularidade no país.

A expansão da música latina no Rock in Rio 2028

A música latina também teve seu espaço garantido na edição de 2026, com a performance do colombiano J Balvin no Palco Mundo e do argentino Milo J no Palco Supernova. A presença desses artistas é um indicativo do crescente interesse do festival em integrar a riqueza cultural e musical da América Latina. Roberta Medina prevê um crescimento exponencial para a música latina no cenário global e, consequentemente, no Rock in Rio.

Em coletiva de imprensa, ela destacou: “Eu acredito que a música latina vai crescer exponencialmente. A gente está vendo um momento extremamente potente, de muito investimento internacional desaguando aqui na indústria na América Latina. Vai crescer o volume de arenas, vai crescer o número de artistas, vai crescer o consumo, tudo vai crescer.” Essa perspectiva aponta para um futuro onde a música latina não será apenas uma presença, mas um pilar fundamental na programação do festival, refletindo a força econômica e cultural da região.

O Rock in Rio, com sua história de mais de três décadas, demonstra uma notável capacidade de reinvenção. Ao abraçar o K-Pop, a música latina e planejar a inclusão do sertanejo e do country, o festival se posiciona não apenas como um evento de música, mas como um espelho das transformações culturais e dos gostos do público. A edição de 2028 promete ser um capítulo significativo nessa jornada de diversificação, solidificando o Rock in Rio como um dos maiores e mais adaptáveis festivais do mundo.

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