Eduardo Anizelli/Folhapress

Doulas voluntárias transformam o apoio a gestantes do SUS no Rio de Janeiro

Saúde

Em meio aos desafios enfrentados pelas gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro, um projeto inovador tem se destacado por oferecer um suporte essencial: o trabalho das doulas. Com um número restrito de consultas e a crescente necessidade de apoio contínuo, inclusive no período pós-parto, a iniciativa Acolher Gestante tem preenchido lacunas importantes, promovendo um cuidado mais humano e informativo.

Criado em 2020 pela Associação de Doulas do Estado do Rio de Janeiro, o programa já atendeu mais de mil pessoas desde sua concepção, com 74 gestantes e puérperas beneficiadas somente neste ano. O foco principal são as populações em maior vulnerabilidade social, especialmente mulheres negras e periféricas, que frequentemente enfrentam mais barreiras no acesso à informação e a um acompanhamento de qualidade durante a gravidez e o puerpério.

Acolher Gestante: um suporte essencial para mães vulneráveis

O projeto Acolher Gestante funciona com um modelo de voluntariado, onde doulas se organizam em ciclos para oferecer atendimento gratuito. A participação das gestantes é facilitada por um cadastro online, garantindo que o suporte chegue a quem mais precisa. O acompanhamento é multifacetado, abrangendo desde plantões online até encontros presenciais, grupos de troca de experiências e atendimentos individuais.

Além do suporte emocional e físico, as doulas oferecem orientação para a elaboração do plano de parto e disponibilizam materiais informativos baseados em evidências científicas. Essa abordagem visa empoderar as mulheres, fornecendo-lhes conhecimento sobre seus direitos e opções, o que é crucial para uma experiência de parto mais positiva e segura. Os plantões online, por exemplo, ocorrem de terça a sábado em três turnos diários, permitindo que as participantes tirem dúvidas e compartilhem vivências em um ambiente acolhedor.

O impacto do apoio contínuo: relatos de quem vivenciou

A diferença que o programa faz na vida das gestantes é palpável. Danielle Botelho Dutra, de 40 anos, que conheceu o programa por indicação de uma amiga, relata uma transformação significativa.

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