Divulgação/EMS

EMS reduz preço do Ozivy e acirra competição por semaglutida no mercado brasileiro

Saúde

A farmacêutica EMS anunciou nesta terça-feira (15) uma significativa redução no preço do Ozivy, o primeiro medicamento brasileiro à base de semaglutida sintética a obter registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A medida promete intensificar a concorrência no mercado nacional de tratamentos para diabetes tipo 2 e, de forma off-label, para obesidade e sobrepeso, oferecendo uma nova opção mais acessível aos pacientes.

A iniciativa da EMS visa democratizar o acesso a um tratamento que tem ganhado destaque globalmente, especialmente após o término da patente da semaglutida no Brasil em março deste ano. Com a nova oferta, o cenário farmacêutico nacional se prepara para uma fase de maior competitividade e, potencialmente, mais opções para os consumidores.

Ozivy e a nova dinâmica de preços no mercado

A principal novidade anunciada pela EMS é a possibilidade de pacientes cadastrados no Programa Vida + Leve adquirirem um pacote com três canetas da apresentação de 1 mg do Ozivy por R$ 999. Isso equivale a um custo unitário de R$ 333 por caneta, representando uma redução de aproximadamente 23% em comparação com a modalidade anterior do programa.

Anteriormente, a opção mais vantajosa do programa oferecia duas canetas de 1 mg por R$ 863,22, o que resultava em um preço de R$ 431,61 por unidade. Embora essa opção continue disponível, a nova configuração de três canetas por R$ 999 estabelece um novo patamar de preço no mercado. A medida coloca o Ozivy em um patamar competitivo frente ao seu principal concorrente, o Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, que tem preços que variam de R$ 975 (para as versões de 0,25 mg e 0,5 mg, via programa Preço NovoDia) a R$ 999 (para a dosagem de 1 mg).

O cenário pós-patente da semaglutida no Brasil

A chegada do Ozivy ao mercado brasileiro em junho marcou um ponto de virada na disponibilidade de medicamentos à base de semaglutida. A aprovação pela Anvisa, após o fim da patente do composto, abriu caminho para a produção nacional, prometendo impactar positivamente a saúde pública ao oferecer alternativas mais acessíveis.

O medicamento foi aprovado especificamente para o tratamento de diabetes tipo 2, uma condição crônica que afeta milhões de brasileiros. Contudo, assim como outros produtos com semaglutida, o Ozivy também tem sido utilizado de forma off-label, ou seja, fora das indicações aprovadas em bula, para o tratamento de obesidade e sobrepeso. Essa prática, embora comum no meio médico, exige acompanhamento rigoroso e prescrição adequada para garantir a segurança e eficácia do paciente.

Ozivy como referência e a chegada de novos concorrentes

Um desenvolvimento crucial para o Ozivy ocorreu poucos dias antes do anúncio da redução de preço. Na última sexta-feira (10), a Anvisa incluiu o medicamento na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). Essa decisão eleva o status do Ozivy, que agora servirá como padrão de eficácia, segurança e qualidade para futuros medicamentos genéricos e similares de semaglutida sintética que venham a ser desenvolvidos no país.

A inclusão na LMR não apenas valida a qualidade do produto da EMS, mas também sinaliza um futuro de maior diversidade no mercado. Outras farmacêuticas brasileiras já estão se movimentando, como a Hypera Pharma, que aguarda o registro sanitário de seu medicamento, o Semavy, e a análise de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A expectativa é que a entrada de novos players e a competição por preços resultem em um mercado mais dinâmico e benéfico para os pacientes.

A redução de preço do Ozivy pela EMS representa um passo importante na democratização do acesso a tratamentos inovadores no Brasil. O Diário Global continuará acompanhando de perto os desdobramentos desse mercado, trazendo as informações mais relevantes e contextualizadas para nossos leitores. Para ficar por dentro das últimas notícias sobre saúde, economia e outros temas que impactam seu dia a dia, continue acompanhando nosso portal e nossas análises aprofundadas.

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