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Promotoria de El Salvador pede milhares de anos de prisão para líderes de gangues em julgamento histórico

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Em um desfecho que promete redefinir o cenário da segurança pública em El Salvador, a Promotoria do país solicitou penas que somam milhares de anos de prisão para os principais chefes da temida gangue Mara Salvatrucha (MS-13). O julgamento coletivo, que se estendeu por três meses, encerrou suas audiências na última terça-feira, 14 de julho de 2026, marcando um momento crucial na controversa “guerra contra as gangues” do governo de Nayib Bukele.

Este processo representa o primeiro julgamento em massa a mirar diretamente a liderança da gangue, incluindo os 22 membros da chamada “ranfla histórica”, a cúpula de veteranos da organização criminosa. A ação judicial é um pilar central na estratégia de segurança de Bukele, que tem sido elogiada por alguns pela redução drástica da violência, mas duramente criticada por organizações de direitos humanos.

O Julgamento Histórico e a Megaestrutura Penal

Iniciado em 20 de abril, o processo envolveu 485 réus, entre eles aproximadamente 220 líderes de facções que acompanharam as audiências virtualmente. Muitos desses líderes estão detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), o megapresídio de segurança máxima de El Salvador, que se tornou um símbolo da política de mão pesada do governo.

Para proferir a sentença, o Tribunal Contra o Crime Organizado terá a tarefa de analisar um volume colossal de evidências. O processo é composto por 650 gravações de áudio e 22 mil páginas de documentos, que incluem relatórios policiais, álbuns fotográficos, autópsias e laudos periciais apresentados pela Promotoria. A complexidade e a escala do material refletem a profundidade da investigação e a abrangência das acusações.

A Teia de Crimes e o Sistema

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