Ciclone-bomba deixa rastro de destruição e uma morte no Rio Grande do Sul

Ciclone-bomba deixa rastro de destruição e uma morte no Rio Grande do Sul

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A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul provocou um cenário de destruição e luto, com impactos severos que se estendem por 118 municípios gaúchos. A Defesa Civil estadual confirmou, nesta sexta-feira (7), a morte de uma pessoa e o registro de cinco feridos em decorrência do fenômeno meteorológico extremo. O evento, que causou ventos intensos e até a formação de um tornado, marca um período de instabilidade severa no Sul do Brasil.

A força destrutiva do ciclone e o tornado em Pedro Osório

O fenômeno, tecnicamente classificado como um ciclone extratropical que se intensifica rapidamente, trouxe rajadas de vento que superaram marcas históricas. Em Pedro Osório, no sul do estado, a ocorrência de um tornado foi registrada na quinta-feira (6). Especialistas da MetSul Meteorologia apontam que o fenômeno, associado a uma supercélula de tempestade, atingiu ventos superiores a 200 km/h, deixando um rastro de danos que variam entre as categorias F1 e F2 na escala Fujita.

A vítima fatal do ciclone foi um motociclista que trafegava pela rodovia RS-124, em Montenegro. Segundo a Defesa Civil, o homem foi atingido por uma árvore durante o vendaval. Outros incidentes foram registrados em municípios como Novo Hamburgo, onde um homem se feriu ao ser atingido por fios elétricos, e em Osório, onde um militar foi atingido por estilhaços enquanto trabalhava. A maioria dos danos reportados em todo o estado está diretamente ligada à força dos ventos, com registros pontuais de granizo.

Avanço da massa de ar frio e instabilidade regional

À medida que o sistema de baixa pressão se desloca para o alto-mar, a circulação atmosférica associada ao ciclone abre caminho para o ingresso de uma massa de ar polar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para uma queda acentuada nas temperaturas, com previsão de geadas intensas no centro-sul do Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina entre este sábado (8) e segunda-feira (10).

Enquanto o frio avança, o Paraná, o sul de Mato Grosso do Sul e o centro-sul de São Paulo ainda enfrentam instabilidades. Essas regiões vivem uma zona de transição climática, onde o choque entre a massa de ar frio vinda do Sul e o ar quente e seco predominante no centro do país favorece a formação de tempestades isoladas. Em cidades como Curitiba, a previsão indica um declínio térmico significativo, com mínimas podendo chegar a 3 °C na segunda-feira.

Impactos no Sudeste e medidas preventivas

O efeito do ciclone também foi sentido fora da região Sul. No litoral paulista, a cidade de Santos registrou rajadas de vento de 109 km/h. No Rio de Janeiro, a prefeitura e o governo estadual adotaram medidas preventivas, orientando o encerramento antecipado de atividades não essenciais após ventos de 74 km/h serem detectados na Costa Verde. Pontos turísticos foram fechados como medida de segurança diante da previsão de ventos fortes que atingiram a capital fluminense com intensidade de até 60 km/h.

O Diário Global segue acompanhando a evolução das condições meteorológicas e os desdobramentos da assistência às famílias atingidas. Mantenha-se informado sobre as mudanças climáticas e os alertas da Defesa Civil em nossa cobertura contínua, comprometida com a precisão e a relevância dos fatos que impactam o seu dia a dia.

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