Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo BTG/Nexus nesta segunda-feira (10) revela que o presidente Lula (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições de 2026. O levantamento também indica um empate técnico entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. Os resultados mostram uma estabilidade no cenário político, apesar de recentes acontecimentos que agitaram o debate público.
A pesquisa, que monitora a corrida presidencial, oferece um panorama das preferências do eleitorado em um momento crucial, onde as estratégias de campanha começam a se desenhar e as repercussões de eventos políticos ganham destaque. A constância nos números, mesmo diante de controvérsias, sugere uma base de apoio consolidada para os principais candidatos.
Lula mantém vantagem no primeiro turno
No primeiro turno, o presidente Lula registra 40% das intenções de voto, mantendo uma vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que aparece com 35%. Essa diferença de cinco pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais. Os dados refletem uma estabilidade em relação à semana anterior, quando a distância entre os dois principais nomes era de quatro pontos (Lula com 41% e Bolsonaro com 37%).
Outros candidatos também foram testados. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), obteve 5% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Renan Santos (Missão) com 4%, e Romeu Zema (Novo) com 3%. Samara Martins (UP) marcou 2%, enquanto Augusto Cury (Avante) registrou 1%. Os votos brancos e nulos somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa foi realizada por telefone, entre os dias 7 e 9 de agosto, com 2.001 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. O intervalo de confiança é de 95%, e o estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08428/2026. A metodologia busca capturar um retrato fiel das preferências do eleitorado brasileiro.
Disputa acirrada no segundo turno
Quando o cenário se projeta para um segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro se mostra ainda mais apertada, configurando um empate técnico. O petista aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador do PL marca 44%. Esses números também demonstram estabilidade em comparação com a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando os candidatos registravam 46% e 45%, respectivamente.
A proximidade nos resultados do segundo turno indica que a polarização política deve continuar sendo uma tônica nas próximas eleições. A capacidade de cada candidato de atrair o eleitorado de outros nomes e de consolidar apoios será determinante para o desfecho da corrida presidencial.
Repercussões de controvérsias e alianças políticas
A divulgação desta pesquisa ocorre em um contexto de intensa movimentação política, marcada por controvérsias e definições de alianças. Um dos fatos que precederam o levantamento foi a revelação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger. Luchsinger é investigada pela Polícia Federal e é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do presidente, conhecido como Lulinha, que é alvo de três inquéritos da PF.
A situação de Marcola, que havia deixado a chefia de gabinete para atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula, gerou grande repercussão e o levou a pedir afastamento da equipe. Ele alega que os valores recebidos são referentes a um empréstimo já quitado. O presidente Lula, por sua vez, determinou que o assessor prestasse explicações e defendeu as investigações, mas ressaltou que empréstimos são comuns e que a direita historicamente usa acusações não comprovadas contra a esquerda.
Do lado da oposição, a pesquisa também reflete o cenário após o anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A escolha frustrou a expectativa de ter uma mulher na composição e evidenciou o isolamento político do senador, que encerrou as convenções partidárias sem firmar alianças com siglas de peso. Esses movimentos e suas repercussões, no entanto, parecem não ter alterado significativamente as intenções de voto dos principais candidatos, conforme a pesquisa BTG/Nexus.
O impacto no eleitorado e os próximos passos
A estabilidade observada nos números da pesquisa, mesmo diante de eventos de grande visibilidade, sugere que o eleitorado já possui uma percepção consolidada sobre os principais candidatos. Controvérsias e alianças podem influenciar o debate, mas a base de apoio de Lula e Flávio Bolsonaro demonstra resiliência. Para os próximos meses, a atenção se voltará para a capacidade das campanhas de mobilizar seus eleitores e de atrair os indecisos, especialmente em um segundo turno que se mostra extremamente disputado.
Acompanhar a evolução desses cenários é fundamental para entender os rumos da política nacional. Para continuar recebendo análises aprofundadas, notícias relevantes e contextualizadas sobre as eleições de 2026 e outros temas que impactam o Brasil e o mundo, convidamos você a seguir as publicações do Diário Global, seu portal de informação de qualidade e credibilidade.

