A corrida eleitoral em Pernambuco para o pleito de 2026 ganhou um novo capítulo de incertezas e movimentações estratégicas. A Federação composta por PSDB e Cidadania protocolou, na noite desta terça-feira (18), um pedido junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para formalizar a retirada de seu apoio à candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD-PE).
Impacto direto no tempo de propaganda eleitoral
A manobra jurídica tem como objetivo principal alterar o cálculo do tempo de rádio e televisão destinado à governadora. O pedido da federação alega que a decisão tomada em convenção estadual anterior não teria validade jurídica, visto que o diretório local já havia sido destituído naquele momento. Com a oficialização da neutralidade perante a Justiça Eleitoral, a chapa de Raquel Lyra deve sofrer uma redução imediata em seu tempo de exposição.
A urgência da medida se justifica pelo cronograma eleitoral: na próxima sexta-feira (21), o TRE-PE definirá oficialmente o tempo de cada candidatura e a ordem de veiculação das inserções. Estimativas preliminares de integrantes das campanhas apontam que a governadora pode perder entre 20 e 30 segundos de propaganda, um ativo valioso em um cenário de disputa acirrada.
Disputa de bastidores e alianças políticas
O movimento ocorre em um contexto de intensa articulação política no estado. Enquanto Raquel Lyra conta com o apoio de quatro legendas, o ex-prefeito João Campos consolidou alianças com pelo menos 10 partidos, fortalecendo sua estrutura de campanha. Nos bastidores, fontes indicam que o movimento da federação seria fruto de um entendimento entre o presidente da sigla, Aécio Neves (PSDB-MG), e o grupo político de João Campos, visando equilibrar o tempo de TV entre os principais postulantes.
Contradição entre o jurídico e o político
Apesar da petição formal de neutralidade, a situação apresenta uma dualidade. Em nota divulgada na quarta-feira (19), a federação argumentou que a decisão judicial visa proteger a chapa de deputados federais, mas reiterou que mantém o apoio político à candidatura de Raquel Lyra. Na prática, isso significa que os candidatos do PSDB continuam liberados para realizar campanha ao lado da governadora, mesmo que, oficialmente, o partido não integre mais a coligação majoritária.
O PSB, por sua vez, agiu rapidamente e protocolou uma ação no TRE-PE para garantir que a federação não seja contabilizada na distribuição do tempo de TV. O desfecho desta disputa judicial será determinante para o desenho da comunicação das campanhas nos próximos meses. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras movimentações políticas que definem o futuro do país, continue acompanhando o Diário Global, seu portal de referência em informação precisa e análise contextualizada.

