Gastos de produção do filme sobre Bolsonaro revelam despesas de luxo com elenco

Gastos de produção do filme sobre Bolsonaro revelam despesas de luxo com elenco

Politica

Investigação sobre o financiamento de Dark Horse

A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa-metragem Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve detalhes de seus gastos operacionais revelados após a retirada do sigilo de um inquérito da Polícia Federal. Os documentos, que fazem parte das apurações sobre o caso Banco Master, expõem valores vultosos destinados à logística e ao conforto da equipe de produção e do elenco principal durante a estadia no Brasil.

A abertura dos dados ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguindo uma determinação do presidente da corte, Edson Fachin. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para conferir transparência aos inquéritos que investigam o financiamento da obra cinematográfica.

Custos com hospedagem e serviços de luxo

Entre as despesas que chamam a atenção na documentação apresentada pela defesa da produtora e de sua representante, Karina Ferreira da Gama, estão os valores destinados ao hotel Unique, em São Paulo. Notas fiscais indicam que a hospedagem do ator Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro, somada aos custos de seu agente, Nathon Lewis, e de membros da equipe de segurança, ultrapassou a marca de R$ 730 mil.

Além das diárias, um pagamento específico de R$ 298.350,49 foi registrado em 30 de dezembro de 2025 sob a descrição de “hospedagem, gorjetas e massagens”. A falta de uma nota fiscal detalhada para este montante específico gera questionamentos sobre a distribuição dos recursos entre os serviços mencionados. Adicionalmente, o custo com a passagem aérea do protagonista foi contabilizado em R$ 54.332,46, cobrindo o período entre novembro e dezembro de 2025.

Investimento em caracterização e detalhes da produção

A estrutura de produção do filme também incluiu gastos específicos com a caracterização dos atores. Um dos itens que compõem a lista de despesas é o aluguel de uma peruca para Jim Caviezel, que custou R$ 10 mil à produtora. O comprovante, datado de 5 de dezembro de 2025, especifica a finalidade do pagamento.

Outros custos de caracterização incluem:

  • R$ 3.000 destinados à locação de apliques para a personagem de Michelle Bolsonaro.
  • R$ 5.500 para um conjunto que engloba uma peruca para dublê e um kit de dreadlocks.
  • R$ 2.045 em serviços de manicure para as atrizes Lynn Collins e Camille Guaty.

A documentação foi entregue à Polícia Federal em 4 de setembro, em resposta a um ofício que solicitava esclarecimentos sobre a origem e o destino dos recursos utilizados na realização do filme. O caso segue sob análise das autoridades competentes como parte da investigação mais ampla sobre o Banco Master. Para acompanhar os desdobramentos deste inquérito e outras notícias relevantes sobre o cenário político e cultural, continue acessando o Diário Global, seu portal de referência em informação apurada e contextualizada.

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