© Rafael Ribeiro/CBF

Douglas Santos utiliza vivência do ouro olímpico para impulsionar busca do Brasil pelo hexa na Copa

Esporte

O lateral-esquerdo Douglas Santos emerge como uma figura central na seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo, trazendo consigo a valiosa experiência da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Ao lado de Marquinhos e Neymar, ele é um dos três remanescentes daquele elenco histórico, que garantiu um feito inédito para o futebol brasileiro. Essa bagagem de sucesso em um torneio de grande pressão é vista como um trunfo na atual jornada em busca do tão sonhado hexa mundial.

A presença de Douglas Santos no time titular, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, reflete uma trajetória de persistência e dedicação. Sua capacidade de aliar consistência defensiva com apoio ofensivo tem sido fundamental para o esquema tático da equipe, especialmente na sinergia com o atacante Vinícius Júnior pelo lado esquerdo do campo. A expectativa é que a serenidade e o foco demonstrados na campanha olímpica se traduzam em performance decisiva nos desafios que a seleção enfrentará na Copa.

A vivência do ouro olímpico como alicerce para a Copa

A medalha de ouro conquistada em 2016, em casa, representou um marco para o futebol brasileiro, aliviando a pressão de anos sem um título olímpico. Douglas Santos, então parte daquele elenco vitorioso, compreende a magnitude de jogar por um país apaixonado por futebol. “Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, afirmou o lateral, ressaltando a similaridade da pressão e da ambição entre os dois torneios.

Para o jogador do Zenit, da Rússia, a experiência de superar adversidades e alcançar o topo em um palco global é um diferencial. “A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou Douglas Santos em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel que serve de base para a delegação brasileira em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa mentalidade de campeão é um dos pilares que a comissão técnica busca incutir no grupo.

Consolidação e o “feijão com arroz” com excelência

A trajetória de Douglas Santos na seleção principal é marcada por paciência e superação. Sua estreia pela equipe principal ocorreu em 2016, em um amistoso contra o Panamá, justamente na temporada do ouro olímpico. Antes disso, ele já havia sido convocado em 2013 e 2015, mas sem entrar em campo. Após um hiato de nove anos, uma nova oportunidade surgiu em 2025, um momento decisivo que o consolidou aos olhos do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela titularidade na lateral-esquerda da Copa do Mundo, Douglas Santos conseguiu superar a concorrência de um nome experiente como Alex Sandro, que já disputou três Mundiais. O jogador, de 32 anos, tem sido elogiado por suas atuações consistentes, o que ele descreve como o famoso “feijão com arroz” – uma metáfora para fazer o simples com excelência. “Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, explicou.

Sinergia em campo e a busca por um lugar nas quartas

A parceria de Douglas Santos com Vinícius Júnior no lado esquerdo do campo é um dos pontos fortes da seleção. O lateral detalha a dinâmica tática necessária para essa colaboração: “Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”. Essa leitura de jogo e disciplina tática são cruciais para o equilíbrio da equipe.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil terá um confronto decisivo contra a Noruega, em Nova Jersey, valendo uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. A partida promete ser intensa, especialmente após a repercussão de declarações do técnico norueguês, Stale Solbakken, que, em meio à euforia da vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), teria dito para Ancelotti “esperar”, pois eles estavam “chegando”. Embora Solbakken tenha posteriormente esclarecido que não se tratava de uma provocação, Douglas Santos admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, remetendo à declaração do atacante japonês Kento Shiogai, que dias antes da vitória brasileira sobre o Japão por 2 a 1, em Houston, havia afirmado que o Brasil “não era como antigamente”.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, reforçando a capacidade da equipe de transformar desafios em combustível para o desempenho em campo. A seleção brasileira segue firme em seu objetivo, impulsionada pela experiência de seus atletas e pela determinação de conquistar o hexa. Para mais análises aprofundadas e cobertura completa dos grandes eventos esportivos e notícias relevantes, continue acompanhando o Diário Global, seu portal de informação de qualidade e credibilidade. Acesse aqui para mais detalhes sobre a preparação da seleção.

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