A busca por uma vida longa e com qualidade tem sido tema central de debates na sociedade contemporânea. Um novo livro, intitulado ‘Longevidade Hoje: o que a neurociência e a psicologia falam sobre envelhecer bem em qualquer idade’, das psicólogas Sharon Sanz Simon e Ilana Pinsky, emerge nesse cenário para desmistificar o processo de envelhecimento, propondo que a chave para uma velhice plena reside na combinação de aprendizado contínuo e uma vida social ativa.
Lançada pela editora Fósforo, a obra desafia estereótipos e oferece uma perspectiva atualizada sobre o que significa envelhecer nos dias de hoje, integrando conhecimentos da neurologia e da psicologia para apresentar um guia prático e inspirador. O livro não apenas aborda a importância de manter o cérebro engajado, mas também ressalta o valor das conexões humanas para a saúde mental e física na terceira idade.
Desafiando a idade cronológica com vitalidade
Um dos pilares conceituais do livro é a distinção entre idade cronológica — aquela registrada no documento de identidade — e a idade subjetiva, que reflete como a pessoa realmente se sente e se identifica. Segundo as autoras, a idade cronológica, frequentemente carregada de preconceitos e limitações sociais, pode restringir o comportamento e as aspirações individuais. Em contraste, a sensação de jovialidade e a identificação com uma idade subjetiva mais jovem conferem maior controle sobre a própria vida e incentivam a busca por novas experiências.
A psicóloga Sharon Sanz Simon destaca que a percepção cultural do envelhecimento não acompanhou os avanços da medicina, que significativamente aumentaram a expectativa de vida. Essa lacuna gera um descompasso onde muitos se sentem compelidos a abandonar atividades ou interesses sob a premissa de
