Pesquisa Genial/Quaest revela empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues na Bahia

Pesquisa Genial/Quaest revela empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues na Bahia

Politica

Um cenário de intensa disputa eleitoral se desenha na Bahia, conforme os dados da mais recente pesquisa divulgada pela Genial/Quaest. O levantamento, que avalia a corrida pelo governo do estado, aponta um empate técnico entre os principais pré-candidatos, ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), sinalizando uma campanha acirrada até o pleito de outubro.

A sondagem reflete a polarização política e a importância estratégica da Bahia no cenário nacional, um estado com grande eleitorado e histórico de embates políticos marcantes. Os resultados indicam que a decisão dos eleitores baianos ainda está em aberto, com margens estreitas que prometem intensificar as estratégias de cada campanha nas próximas semanas.

A disputa acirrada pelo governo da Bahia

No primeiro turno, ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, aparece com 39% das intenções de voto. Logo atrás, o governador Jerônimo Rodrigues registra 38%. Essa diferença de apenas um ponto percentual coloca ambos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Outros candidatos, como Ronaldo Mansur (PSOL) e Aroldo Felix (UP), pontuaram 1% cada, enquanto José Estévão (DC) não atingiu 1%.

A pesquisa também revela que 8% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar, e 13% ainda se mostram indecisos. Esses percentuais são cruciais e podem definir o rumo da eleição, tornando o trabalho de convencimento dos candidatos fundamental para atrair esse eleitorado flutuante.

Em um cenário de segundo turno, a disputa permanece igualmente apertada. ACM Neto alcançaria 43% das intenções de voto, contra 39% de Jerônimo Rodrigues. Comparado ao levantamento anterior da Quaest, realizado no final de abril, os números mostram uma leve variação, com ACM Neto mantendo uma pequena vantagem, mas ainda dentro da margem de erro, o que reforça a imprevisibilidade do resultado final.

Rejeição e avaliação da gestão atual

Um fator relevante na análise eleitoral é o índice de rejeição dos candidatos. A pesquisa Genial/Quaest aponta que Jerônimo Rodrigues possui uma rejeição de 40% entre os eleitores que o conhecem. Já ACM Neto registra 33% de rejeição. Esses números indicam que ambos os pré-candidatos enfrentam desafios para conquistar a totalidade do eleitorado, e a capacidade de reduzir a rejeição será vital para suas campanhas.

A avaliação da gestão do atual governador Jerônimo Rodrigues também foi um ponto de destaque. O governo petista conta com a aprovação de 57% dos eleitores, enquanto 34% desaprovam. Os 9% restantes não souberam ou não responderam. Quando questionados sobre a qualidade da gestão, 37% a consideram positiva, 35% regular e 23% negativa, com 5% não sabendo ou não respondendo. A aprovação majoritária pode ser um trunfo para a campanha de reeleição, mas a rejeição pessoal do candidato ainda representa um obstáculo.

Cenário presidencial e a corrida ao Senado no estado

A pesquisa também mapeou a preferência dos eleitores baianos para a disputa presidencial, que tem um impacto significativo nas eleições estaduais. O ex-presidente Lula (PT) mantém uma liderança expressiva na Bahia, com 52% das intenções de voto. O segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), aparece com 18%. Outros nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 3% e 1%, respectivamente, com os demais candidatos não pontuando ou obtendo 1%.

Em um eventual segundo turno presidencial, Lula venceria com folga no estado, obtendo 56% dos votos contra 23% do candidato do PL. A forte presença do PT e de Lula na Bahia historicamente influencia as eleições locais, podendo beneficiar o candidato petista ao governo.

Para o Senado, que terá duas vagas em disputa, a sondagem da Quaest também trouxe dados importantes. Rui Costa (PT) lidera com 22% das intenções de voto, seguido por Jaques Wagner (PT), com 16%. É notável que as intenções de voto em Jaques Wagner caíram seis pontos após ele ser alvo de uma operação, um fato que pode ter repercutido na percepção do eleitorado. Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) aparecem com 6% cada, enquanto outros candidatos registram percentuais menores. Um alto índice de indecisos (22%) e votos brancos/nulos (24%) indica que a corrida senatorial também está longe de ser definida.

A pesquisa Genial/Quaest, registrada no TSE sob o número BA-02331/2026, ouviu 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de julho, com nível de confiança de 95%. Os dados fornecem um panorama detalhado da complexa dinâmica eleitoral na Bahia, um estado-chave para o equilíbrio de forças políticas no Brasil. Acompanhe o Diário Global para análises aprofundadas e a cobertura completa das eleições, garantindo que você esteja sempre bem informado sobre os fatos mais relevantes.

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