André do Prado critica adversários e defende privatização da Sabesp em corrida ao Senado

André do Prado critica adversários e defende privatização da Sabesp em corrida ao Senado

Politica

O cenário político paulista para as eleições de 2026 ganha contornos mais nítidos com a pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL-SP) ao Senado. Aos 57 anos, o atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se prepara para sua primeira disputa por um cargo majoritário em nível nacional, trazendo consigo uma bagagem de 32 anos na política local e estadual. Em um movimento estratégico, Prado não hesita em tecer críticas a adversários de peso, como Ricardo Salles (Novo), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), ao mesmo tempo em que reafirma seu compromisso com as políticas do governo Tarcísio de Freitas, incluindo a controversa privatização da Sabesp.

Sua entrada na corrida eleitoral adiciona uma camada de complexidade à disputa pelo Senado em um dos estados mais populosos e economicamente importantes do Brasil. As declarações de Prado sinalizam uma campanha que promete ser combativa, focada tanto na defesa de pautas governistas quanto no ataque direto aos oponentes.

A ascensão política de André do Prado e sua base no PL

Com uma trajetória que se iniciou em 1992 como vereador em Guararema, sua cidade natal a 80 km da capital paulista, André do Prado consolidou sua carreira no Partido Liberal (PL). Apadrinhado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, Prado construiu uma sólida base eleitoral que o levou a quatro mandatos consecutivos como deputado estadual.

Em 2023, alcançou a presidência da Alesp, um feito notável que o tornou o primeiro mandatário da casa a ser reeleito para o cargo na mesma legislatura. Essa situação exigiu, inclusive, alteração na legislação estadual para ser possível, demonstrando sua influência e capacidade de articulação política. Sua aliança com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é um ponto central de sua atuação, com Prado se posicionando publicamente como um de seus principais apoiadores.

Críticas diretas aos concorrentes e o panorama eleitoral

Na corrida por uma vaga no Senado, André do Prado enfrenta nomes de forte reconhecimento nacional. Em entrevista, ele direcionou críticas incisivas a seus oponentes. Ricardo Salles, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, foi taxado de “ingrato” por Prado, que o acusa de ter se afastado de aliados que o auxiliaram em sua eleição.

Já Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e também adversária na disputa, foi questionada sobre sua efetividade em políticas públicas para o estado de São Paulo durante seu período no cargo. Prado afirmou não conhecer nenhuma política implementada por ela que tenha beneficiado diretamente o estado. Simone Tebet, outra ex-ministra, completa o rol de nomes que André do Prado pretende superar, evidenciando a polarização e a alta competitividade da eleição.

O mais recente levantamento Datafolha reflete a acirrada disputa. Marina Silva e Simone Tebet aparecem tecnicamente empatadas na liderança, com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente. Ricardo Salles segue com 13%, enquanto André do Prado registra 11%, em empate técnico com Salles e Guilherme Derrite (PP), que tem 10%. Esses números sublinham a necessidade de Prado intensificar sua campanha e consolidar seu eleitorado para a eleição de 2026, buscando se diferenciar em um campo tão concorrido.

A defesa da privatização da Sabesp em meio à polêmica

Um dos pilares da plataforma de André do Prado e de sua aliança com o governador Tarcísio de Freitas é a defesa intransigente da privatização da Sabesp, a companhia de saneamento básico do estado. O deputado, que se posiciona nas redes sociais como “braço direito” do governador, presidiu a sessão da Alesp em 2023 que aprovou a desestatização da empresa.

A votação foi marcada por intensos protestos e confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar, que resultaram no uso de gás lacrimogêneo no plenário. A oposição, em protesto, recusou-se a retornar, mas a votação prosseguiu, aprovando a medida por 62 votos a 1. A defesa da privatização ocorre em um contexto de debate sobre a gestão hídrica do estado, especialmente diante de períodos de escassez. A votação na Alesp, que aprovou a medida por 62 votos a 1, foi amplamente noticiada e gerou grande repercussão, como detalhado em reportagens da imprensa nacional.

Bandeiras eleitorais e propostas para o futuro senador

Para sua campanha ao Senado, André do Prado elegeu o municipalismo como sua principal bandeira, prometendo atuar em defesa dos municípios e na implementação de políticas públicas abrangentes. Suas propostas englobam diversas áreas cruciais para o estado e o país, incluindo segurança pública, agronegócio, desenvolvimento econômico e saúde.

Na área de segurança, o candidato defende medidas como a redução da maioridade penal e a diminuição da progressão de penas. Ele é enfático ao afirmar que, em crimes hediondos como homicídios, latrocínios e feminicídios, os criminosos devem cumprir a pena integral, sem benefícios de progressão. Essas pautas refletem uma linha dura que busca ressonância junto a uma parcela do eleitorado preocupada com a criminalidade e a impunidade, alinhando-se a um discurso de ordem e rigor penal.

A entrada de André do Prado na disputa pelo Senado por São Paulo adiciona um elemento de experiência e alinhamento governista à corrida. Suas críticas diretas aos adversários e a defesa veemente de pautas como a privatização da Sabesp e o endurecimento penal o posicionam como uma voz clara dentro do espectro político. O Diário Global continuará acompanhando de perto os desdobramentos desta e de outras campanhas, oferecendo aos seus leitores uma cobertura aprofundada e contextualizada sobre os rumos da política brasileira. Para mais análises e informações relevantes, continue navegando em nosso portal e mantenha-se informado com a credibilidade que você já conhece.

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