A corrida pelo Palácio do Planalto entrou em sua fase decisiva. No último fim de semana antes do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4), os candidatos à Presidência da República priorizaram o contato direto com o eleitorado. As agendas foram marcadas por uma intensa movimentação em capitais e cidades do interior, com o uso estratégico de caminhadas, carreatas e sabatinas para consolidar votos e conquistar indecisos.
Mobilização nacional e o debate sobre apostas
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concentrou suas atividades no sábado (26) em São Paulo. Durante uma caminhada na Zona Leste da capital paulista, o petista reforçou a recente medida de seu governo que proíbe a operação de casas de apostas, as chamadas bets, no país. Lula classificou a atividade como prejudicial ao orçamento das famílias mais pobres e prometeu intensificar a fiscalização contra operações clandestinas. Além disso, o candidato reiterou seu apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, tema que tem ganhado tração nos debates legislativos.
Enquanto isso, outros postulantes ao cargo buscaram pautas regionais e setoriais. Romeu Zema (Novo) percorreu Minas Gerais, defendendo o fortalecimento do agronegócio e a implementação de um seguro-safra, além de advogar por uma política de juros mais baixa para estimular a produção nacional. Já Ronaldo Caiado (PSD), em agenda em Goiânia no domingo, utilizou o espaço de uma celebração religiosa para defender a liberdade de culto e criticar a politização da fé, posicionando-se também de forma contrária à expansão das apostas esportivas.
Estratégias de campanha e o uso das redes
A reta final também evidenciou a importância dos canais digitais e podcasts. Candidatos como Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) participaram de uma série de debates conjuntos organizados pelos podcasts Kritikê e 3 Irmãos, além do canal My News. A estratégia visa alcançar o eleitorado jovem e conectado, que busca informações detalhadas sobre os programas de governo para além das inserções tradicionais na televisão.
Augusto Cury (Avante) dividiu sua agenda entre o Nordeste e o Sudeste, realizando atos em Salvador e Belo Horizonte. Em suas falas, o candidato destacou preocupações com o impacto das apostas na saúde mental da população. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) manteve um ritmo de campanha focado em carreatas. Após passar pelo Rio de Janeiro, o candidato esteve em Aracaju, onde prometeu investimentos na exploração de petróleo e defendeu bandeiras conservadoras, como a redução da maioridade penal e a castração química para crimes sexuais.
Agenda diversificada e o papel do eleitor
Outros nomes na disputa mantiveram focos específicos. Renan Santos (Missão) percorreu Minas Gerais e Bahia com um discurso voltado à redução da carga tributária e dos custos estatais. Edmilson Costa (PCB) focou sua atuação no Paraná, participando de eventos culturais e debates sobre soberania nacional, enquanto Hertz Dias (PSTU) aproveitou o domingo em Brasília para o lançamento de uma obra sobre seu programa de governo. Leonardo Avalanche (PRTB) não divulgou sua agenda oficial para o período.
Com o primeiro turno se aproximando, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a importância de o eleitor consultar com antecedência seu local de votação. A logística para o pleito, que inclui quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior, exige atenção redobrada quanto à ordem de votação e aos documentos necessários. Para acompanhar o desdobramento das campanhas e os detalhes sobre o processo eleitoral, continue seguindo a cobertura completa do Diário Global, seu compromisso diário com a informação precisa e contextualizada.
