A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, realizada em Miami, nos Estados Unidos, entregou um espetáculo inesquecível para os amantes do futebol. Em um confronto eletrizante, a Inglaterra superou a França por 6 a 4, garantindo seu lugar no pódio e estabelecendo um novo recorde para a partida de bronze com o maior número de gols na história dos Mundiais. O jogo, que teve dez bolas na rede, superou o embate entre França e Alemanha em 1958, que terminou em 6 a 3.
Além da vitória inglesa, o duelo marcou um feito individual histórico: o atacante francês Kylian Mbappé, com dois gols na partida, isolou-se como o maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo, superando Lionel Messi. O resultado em campo, com suas reviravoltas e a quebra de marcas, transformou o que muitos consideram um jogo de consolação em um dos pontos altos do torneio.
Um espetáculo de gols e recordes quebrados
O penúltimo jogo da Copa do Mundo de 2026 foi um verdadeiro pandemônio de emoções e gols. Com um placar final de 6 a 4, a partida entre Inglaterra e França não apenas garantiu o terceiro lugar para os ingleses, mas também reescreveu os livros de história do futebol. Os dez gols marcados superaram o recorde anterior de nove gols, estabelecido na Copa de 1958, na Suécia, quando a França venceu a Alemanha por 6 a 3.
A cidade de Miami foi palco de um confronto que, apesar de não valer o título, proporcionou entretenimento de alta qualidade, especialmente na etapa final. A torcida presente no estádio pôde testemunhar uma sucessão de lances incríveis, com as duas equipes se alternando em momentos de brilho e sustos, culminando em um desfecho dramático que manteve a atenção até o último segundo.
Mbappé no topo: o maior artilheiro das Copas
Se a Inglaterra celebrou o pódio, o lado francês teve um motivo de orgulho individual que ressoará na história do futebol. Kylian Mbappé, com suas duas bolas na rede neste sábado (18), alcançou a marca de 22 gols em Copas do Mundo, superando Lionel Messi, que detinha 21. O atacante francês também se isolou na artilharia desta edição do torneio, com dez gols.
Aos 22 gols em três participações em Mundiais, Mbappé cravou seu nome como o maior goleador da história do evento. A rivalidade com Messi, no entanto, ainda pode ter um novo capítulo, já que o argentino terá a oportunidade de tentar reassumir o posto na final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey.
Reviravoltas e a intensidade de uma partida atípica
A partida começou com um domínio avassalador da Inglaterra, que abriu um placar de 4 a 0 ainda no primeiro tempo. Gols de Declan Rice, Ezri Konsa e uma dobradinha de Bukayo Saka colocaram os ingleses em uma posição confortável, fazendo crer que poderiam repetir a maior goleada em disputas de terceiro lugar, o 4 a 0 da Suécia sobre a Bulgária em 1994.
Contrariando as expectativas, a França retornou para o segundo tempo com quatro alterações e uma postura completamente diferente. Mbappé, Bradley Barcola e Ousmané Dembélé lideraram uma reação impressionante, diminuindo a diferença e levando o jogo a um clímax de tensão. Saka, de pênalti, e Jude Bellingham, com um golaço no último lance, garantiram a vitória inglesa em um segundo tempo com seis gols, que deixou os torcedores em Miami de pé.
O contexto tático da disputa pelo bronze
Tradicionalmente, a disputa de terceiro lugar é vista como uma partida menos intensa, muitas vezes utilizada pelos treinadores para dar oportunidade a jogadores que tiveram menos minutos ao longo da Copa. Este foi o caso em Miami, com ambas as seleções realizando sete mudanças em suas escalações em relação às semifinais.
Pelo lado francês, o técnico Didier Deschamps promoveu alterações significativas, mantendo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé. Já na Inglaterra, o técnico Thomas Tuchel optou por manter apenas Marc Guehi, Djed Spence, Declan Rice e Morgan Rogers como titulares da partida que resultou na eliminação contra a Argentina. A estratégia inglesa, de dar mais liberdade e demonstrar maior interesse, pareceu surtir efeito no primeiro tempo, antes da reação francesa que transformou o jogo em um clássico instantâneo.
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