Em um desdobramento significativo para o cenário político indiano, o ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, anunciou sua renúncia neste sábado (25). A decisão ocorre em meio a uma intensa onda de protestos liderados por jovens manifestantes em todo o país, que exigiam sua saída em resposta a um escândalo de vazamento de provas nacionais. A renúncia representa uma vitória notável para os estudantes e um dos maiores desafios enfrentados pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi desde o início de seu terceiro mandato em 2024.
A pressão sobre Pradhan intensificou-se após o vazamento de uma prova de vestibular para uma prestigiada faculdade de medicina em maio deste ano, um incidente que, segundo estimativas, afetou cerca de 2 milhões de estudantes. A falha no sistema de exames gerou indignação generalizada, expondo fragilidades e levantando sérias questões sobre a integridade do processo seletivo em um país onde a competição por vagas acadêmicas é feroz e determinante para o futuro de milhões de jovens.
A mobilização estudantil e a voz das ruas
Os protestos, que se tornaram as maiores manifestações de rua da Índia nos últimos anos, foram catalisados por grupos como o
