11.mar.20/Agência Senado

Republicanos pondera neutralidade na eleição enquanto Flávio Bolsonaro costura alianças estaduais

Politica

Em um cenário político efervescente, o partido Republicanos tem sinalizado uma postura de neutralidade para a eleição presidencial de 2026. No entanto, nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensifica as negociações em diversos estados, buscando acordos que possam reverter essa tendência e garantir o apoio da sigla à sua pré-candidatura à vice-presidência. A dinâmica entre a decisão nacional do partido e as articulações regionais promete ser um dos pontos cruciais a serem observados até a convenção, prevista para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

A estratégia de Flávio Bolsonaro foca em construir pontes nos estados, onde o apoio do PL a candidatos do Republicanos pode ser decisivo. Essa tática visa criar uma base de reciprocidade que, eventualmente, influencie a decisão da executiva nacional do partido, que tem a Igreja Universal como uma de suas principais bases de apoio.

A Estratégia de Flávio Bolsonaro nos Estados

As movimentações mais recentes de Flávio Bolsonaro e do Partido Liberal indicam um esforço concentrado para selar alianças em frentes regionais. Um exemplo claro é o Espírito Santo, onde, na última segunda-feira, 14 de julho, o Republicanos e o PL encaminharam uma união estratégica. O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), declarou publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro, acompanhado de críticas aos processos de prisão relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

No mesmo estado, foi articulado que Maguinha Malta (PL) será a candidata ao Senado na chapa de Pazolini, que deve enfrentar o governador Ricardo Ferraço (MDB). Esse movimento, cuidadosamente negociado, buscou o endosso do senador Magno Malta (PL), que havia se lançado como pré-candidato ao governo capixaba. A desistência de Malta em favor da aliança demonstra a prioridade em consolidar uma frente unida.

Além do Espírito Santo, as negociações se estendem a outros estados-chave. Em Minas Gerais, Acre e Mato Grosso, o PL busca apoiar candidatos do Republicanos aos governos estaduais. No Acre, o objetivo é o apoio ao senador Alan Rick. Em Minas Gerais, a articulação visa beneficiar o senador Cleitinho Azevedo. Já em Mato Grosso, a expectativa é que o senador Wellington Fagundes (PL) desista de sua pré-candidatura para apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem os partidos já demonstram união em outras frentes, como na campanha pela reeleição do próprio governador.

A Posição Oficial do Republicanos e os Fatores de Mudança

Apesar das intensas articulações de Flávio Bolsonaro, a tendência oficial do Republicanos é manter a neutralidade na disputa presidencial, evitando uma aliança formal tanto com o presidente Lula (PT) quanto com o senador do PL. Essa posição foi reiterada por quatro dirigentes do partido e confirmada em nota divulgada pelo presidente da sigla, deputado federal Marcos Pereira (SP), no domingo, 12 de julho.

A nota de Pereira mencionou uma pesquisa interna realizada em São Paulo, que indicou um

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