Uma nova pesquisa Quaest para o governo do Pará, divulgada neste sábado (26), trouxe um novo cenário para a disputa eleitoral no estado. O ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel (Podemos), registrou 41% das intenções de voto no primeiro turno, um avanço significativo que o coloca à frente da atual governadora, Hana Ghassan (MDB), que aparece com 32%.
Este resultado marca uma ruptura na sequência de empates técnicos que vinham caracterizando os levantamentos anteriores, indicando uma possível consolidação da liderança de Dr. Daniel na corrida pelo Palácio dos Despachos. A pesquisa, que ouviu 804 eleitores paraenses, oferece um panorama detalhado das preferências do eleitorado a pouco mais de dois anos das eleições de 2026.
A virada nas intenções de voto no Pará
O dado mais relevante da rodada atual da Quaest é a quebra da estabilidade vista nos meses anteriores. Em agosto, o instituto havia registrado Dr. Daniel com 28% e Hana Ghassan com 27%, um cenário de empate técnico. Em julho, a governadora liderava com 24%, enquanto Dr. Daniel tinha 20%.
A ascensão de Dr. Daniel para 41% demonstra uma mudança clara na percepção dos eleitores, que agora o colocam com uma vantagem de nove pontos percentuais sobre a governadora. Este movimento pode ser atribuído a diversos fatores, incluindo a intensificação de sua pré-campanha e a repercussão de suas ações políticas no estado.
Cenário do primeiro turno e outros candidatos
Além dos dois principais nomes, a pesquisa Quaest detalha o desempenho dos demais candidatos no primeiro turno. Araceli Lemos (PSOL) aparece com 2% das intenções de voto, enquanto Well Macedo (PSTU) e Gal Leite (UP) registram 1% cada. Ruth Reis (Democrata) não pontuou no levantamento.
Um percentual considerável de eleitores ainda se mostra indeciso, somando 17%. Os votos brancos, nulos ou de quem não pretende votar representam 6%. Esses números indicam que, embora haja uma liderança consolidada, uma parcela do eleitorado ainda pode ser influenciada até o pleito.
Simulação de segundo turno e a vantagem de Dr. Daniel
A pesquisa também simulou um cenário de segundo turno, onde a vantagem de Dr. Daniel se mantém e se amplia. Ele aparece com 47% das intenções de voto, contra 36% de Hana Ghassan. Neste cenário, os indecisos somam 9%, e os votos brancos e nulos chegam a 8%.
A comparação com as rodadas anteriores é crucial para entender a dinâmica. Em agosto, Dr. Daniel e Hana Ghassan estavam empatados com 36% cada na simulação de segundo turno. Em julho, a governadora tinha uma leve vantagem técnica, com 36% contra 35% do ex-prefeito. A atual pesquisa, portanto, solidifica a dianteira de Dr. Daniel em ambos os cenários.
Pesquisa espontânea e o reconhecimento dos nomes
Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dr. Daniel também lidera, com 23% das intenções de voto. Hana Ghassan soma 19%. Os demais candidatos não pontuaram neste formato, o que sugere um maior reconhecimento e recall dos dois principais nomes entre o eleitorado paraense.
A metodologia da Quaest envolveu 804 eleitores com 16 anos ou mais, entrevistados entre os dias 22 e 25 de setembro. O nível de confiança das estimativas é de 95%, com uma margem de erro máxima prevista de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela TV Liberal e registrado na Justiça Eleitoral sob o código PA-07402/2026.
Contexto político dos candidatos no Pará
A atual governadora, Hana Ghassan, assumiu o cargo após Helder Barbalho (MDB) deixar a função para concorrer ao Senado. Helder Barbalho é um importante aliado do presidente Lula (PT), o que confere a Ghassan um alinhamento com o governo federal. Dr. Daniel, por sua vez, renunciou à Prefeitura de Ananindeua em abril para focar na disputa pelo governo, e em março, trocou o PSB pelo Podemos, buscando uma nova plataforma política para sua candidatura.
Esses movimentos partidários e as alianças políticas são elementos cruciais na construção das campanhas e na percepção dos eleitores, moldando o cenário que a pesquisa Quaest agora revela com mais clareza. A quebra dos empates técnicos sinaliza uma nova fase na corrida eleitoral do Pará, com desafios e estratégias renovadas para todos os envolvidos.
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