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Crescimento de evangélicos em Santa Catarina impulsiona pautas da direita para 2026

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O cenário político de Santa Catarina atravessa um período de transformações profundas, marcado pelo crescimento expressivo da população evangélica e sua crescente convergência com pautas conservadoras. Esse movimento, que ganha força nas urnas e na ocupação de espaços legislativos, projeta-se como um fator decisivo para as eleições de 2026, consolidando o estado como um dos principais redutos da direita no Brasil.

A expansão demográfica e a ocupação de espaços políticos

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o segmento evangélico cresceu 32% em Santa Catarina desde 2010, alcançando a marca de 1,6 milhão de pessoas. Embora o catolicismo ainda detenha a maioria demográfica, com 4,3 milhões de fiéis, o grupo tem observado uma redução gradual em sua hegemonia histórica. Esse deslocamento populacional reflete-se diretamente na representatividade política, com a eleição de quadros alinhados aos valores cristãos.

Leonardo Aluísio, presidente do Conselho de Pastores de Santa Catarina (Copasc), observa que a atuação política é uma resposta direta à defesa da família e dos princípios cristãos. Atualmente, a presença desse eleitorado é notável no Congresso Nacional, onde nove dos 16 deputados catarinenses integram a bancada evangélica. Em 2023, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) institucionalizou essa força com a criação da Frente Parlamentar Evangélica, composta por seis deputados estaduais.

Alinhamento ideológico e o peso das urnas

A afinidade entre o eleitorado evangélico e o espectro da direita não é apenas uma percepção, mas um dado estatístico corroborado por pesquisas recentes. Segundo levantamento da AtlasIntel de março, 66,6% dos evangélicos catarinenses declaram preferência por candidatos de direita, índice superior ao registrado entre os católicos, que marcam 46,3% de identificação com o mesmo campo político.

O cientista político Adriano Cerqueira destaca que essa preferência orienta a agenda pública no estado. “O crescimento da parcela evangélica da população indica que valores, como família e liberdade individual, são prioridades e orientam a agenda conservadora”, avalia. O sucesso eleitoral de nomes como Jair Bolsonaro (PL), que obteve 69,27% dos votos no estado em 2022, e Jorginho Mello (PL), eleito governador com 70,69%, ilustra a força dessa base eleitoral.

Diferenças históricas na formação política

A distinção entre o comportamento eleitoral de católicos e evangélicos possui raízes históricas distintas. Enquanto a esquerda brasileira buscou interlocução com o catolicismo através da Teologia da Libertação, o meio evangélico consolidou uma coesão de valores que, historicamente, se alinha ao conservadorismo. O cientista político Mário Lepre aponta que, embora não exista unanimidade, a tendência predominante é de um alinhamento claro com as pautas de direita.

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Para mais detalhes sobre as movimentações políticas no estado, consulte a fonte original em Gazeta do Povo.

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