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Copa do Mundo 2026: anfitriões avançam e buscam fazer história no mata-mata

Esporte

A Copa do Mundo de 2026 marca um momento inédito na história do futebol global ao ser realizada simultaneamente em três países. Com o torneio avançando para as fases decisivas, o cenário se mostra promissor para os donos da casa: Estados Unidos, México e Canadá garantiram suas vagas nas oitavas de final, mantendo vivo o sonho de conquistar o título diante de suas torcidas.

Historicamente, o fator campo tem sido um diferencial relevante em Mundiais. Seleções como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França já sentiram o gosto de levantar a taça em casa. Embora os três anfitriões atuais não apareçam no topo da lista de favoritos das casas de apostas, o desempenho consistente até aqui e a atmosfera vibrante das arenas têm impulsionado as equipes rumo ao objetivo de superar seus limites históricos.

México: a força do Azteca e o desafio inglês

Sob o comando do técnico Javier Aguirre, o México tem apresentado um futebol sólido. A equipe acumulou quatro vitórias em quatro jogos, com um sistema defensivo impecável que ainda não foi vazado, totalizando oito gols marcados. O atacante colombiano naturalizado Quiñones tem sido o protagonista, somando três gols na competição.

O desafio agora é superar a barreira das quartas de final, limite que os mexicanos nunca ultrapassaram em 18 participações. O próximo compromisso é um clássico histórico contra a Inglaterra, marcado para o dia 5 de julho, às 21h, no emblemático Estádio Azteca. O confronto evoca a memória de 1966, quando os ingleses eliminaram os mexicanos em Wembley.

Estados Unidos: a consolidação do soccer

O “Team U.S.A.” vive um momento de transformação cultural. O esporte, que por décadas lutou para ganhar relevância no país, agora mobiliza multidões. Com três vitórias e uma derrota, o time treinado pelo argentino Maurício Pochettino aposta na qualidade de nomes como Pulisic, Balogun e Sergiño Dest.

O próximo passo é o duelo contra a Bélgica, no dia 6 de julho, às 21h, em Seattle. O retrospecto recente é equilibrado: se em 1930 os americanos levaram a melhor, em 2014 foram os belgas que eliminaram os Estados Unidos nas oitavas de final. A expectativa é que a renovação do elenco americano seja o diferencial para reverter esse histórico.

Canadá: superação e busca por novos horizontes

Mesmo em um país onde o hóquei no gelo domina a preferência nacional, a seleção canadense tem lotado estádios em Toronto e Vancouver. Sob a batuta de Jesse Marsch, o time alcançou um feito inédito: após décadas de participações discretas, a equipe conquistou vitórias expressivas, impulsionada pelos gols de Jonathan David e pela solidez defensiva de Bombito e Cornelius.

O Canadá terá um desafio complexo contra o Marrocos, no dia 4 de julho, às 14h, em Houston. O reencontro entre as seleções, após o embate na Copa de 2022, promete ser um teste de fogo para o elenco canadense, que busca provar que sua evolução é sustentável e capaz de bater potências internacionais.

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