O atacante Kylian Mbappé encerrou a Copa do Mundo de 2026 como o artilheiro isolado da competição, consolidando seu nome na história do futebol mundial com uma performance espetacular. O camisa 10 da seleção francesa, conhecida como Les Bleus, balançou as redes dez vezes ao longo do torneio, um feito que não apenas lhe garantiu a Chuteira de Ouro, mas também o colocou em um patamar de recordes que perduravam por décadas.
A confirmação da artilharia veio após a final em Nova Jersey, Estados Unidos, onde a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0. Seu principal concorrente, Lionel Messi, passou em branco na decisão, finalizando a Copa com oito gols. A performance de Mbappé não só superou a de seus contemporâneos, mas também reescreveu capítulos importantes nos anais dos Mundiais.
Mbappé Copa 2026: uma artilharia sem precedentes
O feito de Mbappé em 2026 é notável por duas razões históricas. Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, um jogador conseguiu ser o artilheiro em duas edições consecutivas do torneio. O craque francês já havia conquistado a artilharia na edição anterior, em 2022, realizada no Catar, demonstrando uma consistência e um faro de gol raríssimos no cenário internacional.
Além disso, o número de dez gols marcados por Mbappé na Copa de 2026 quebrou uma marca que perdurava desde 1970. Naquele ano, o lendário atacante alemão Gerd Müller havia sido o último a atingir ou superar a marca de dez gols em um único Mundial, durante a Copa do México. O próprio Mbappé havia chegado perto em 2022, com oito gols, o mesmo número alcançado pelo brasileiro Ronaldo na campanha do pentacampeonato em 2002.
A corrida pela Chuteira de Ouro e o recorde de todos os tempos
A disputa pela artilharia da Copa de 2026 foi acirrada, especialmente entre Mbappé e Messi. Ambos chegaram ao fim de semana decisivo com oito gols, mas o argentino levava vantagem nas estatísticas por ter mais assistências. No entanto, a partida pelo terceiro lugar, disputada no sábado (18) em Miami, Estados Unidos, foi determinante para o francês.
Na derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4, Mbappé marcou duas vezes, isolando-se na ponta da artilharia e garantindo a Chuteira de Ouro. Esses gols também tiveram um impacto ainda maior: elevaram Mbappé ao posto de maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com um total de 22 gols. Ele ultrapassou Lionel Messi, que parou nos 21 gols.
Messi, por sua vez, havia assumido a liderança histórica na primeira rodada da Copa de 2026, deixando para trás o alemão Miroslav Klose (16 gols) ao marcar três vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City, Estados Unidos. A rivalidade entre os dois craques, que marcou a última década do futebol, alcançou um novo ápice neste Mundial, com Mbappé emergindo como o novo recordista.
O triunfo da Espanha e seus recordes defensivos
Enquanto Mbappé brilhava individualmente, a Espanha conquistava o bicampeonato mundial, recolocando o país no topo do futebol após 16 anos. A campanha da Fúria foi marcada por uma solidez defensiva impressionante. A equipe terminou a competição vazada apenas uma única vez, estabelecendo-se como a campeã mundial com a melhor defesa em todos os tempos.
A marca anterior de dois gols sofridos pertencia à França de 1998, à Itália de 2006 e à própria Espanha em sua campanha vitoriosa de 2010. O goleiro espanhol Unai Simon foi um dos grandes destaques, permanecendo 648 minutos sem ser vazado, um novo recorde nos Mundiais. Ele foi eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) como o melhor goleiro da Copa, enquanto o zagueiro Pau Cubarsi foi escolhido o melhor jogador jovem e o volante Rodri, capitão da equipe, ganhou o prêmio de craque da competição.
Olhando para 2030: Espanha como anfitriã e campeã
A próxima edição da Copa do Mundo, em 2030, será sediada por Espanha, Portugal e Marrocos. Com a vitória em 2026, a Espanha se tornará a primeira nação a disputar um Mundial em casa sendo a atual campeã. Curiosamente, caso a Argentina tivesse conquistado o título, o mesmo argumento seria válido, já que os sul-americanos também receberão um dos jogos do Mundial de 2030, assim como Uruguai e Paraguai. Essa distribuição de sedes é uma homenagem da Fifa ao centenário do evento, que teve sua primeira edição em 1930.
A performance de Mbappé na Copa de 2026, aliada ao domínio defensivo da Espanha, destaca a constante evolução e a riqueza de talentos no futebol mundial. O Diário Global continuará acompanhando de perto os desdobramentos e as histórias que moldam o esporte mais popular do planeta. Para mais análises aprofundadas e notícias contextualizadas sobre o futebol e outros temas relevantes, continue navegando em nosso portal.
