Ofensiva no STF busca acesso a dados do celular de Daniel Vorcaro antes de julgamento

Ofensiva no STF busca acesso a dados do celular de Daniel Vorcaro antes de julgamento

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Um movimento intenso tomou conta dos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos dias, concentrando-se no acesso ao conteúdo do aparelho celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master. A movimentação ocorre às vésperas de uma sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15), que deve analisar a conduta do ministro Alexandre de Moraes em um processo que investiga sua relação com o empresário.

Movimentação intensa e mudanças na relatoria

O cenário ganhou contornos de urgência no último fim de semana. No sábado (12), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidiu retirar a relatoria da Petição 16.662 das mãos do ministro André Mendonça, assumindo pessoalmente o controle do processo. A medida incluiu ainda o encaminhamento de outros dois procedimentos, também sob relatoria de Mendonça e relacionados a fraudes no INSS e ao caso Banco Master, para a presidência do tribunal.

Em resposta à celeridade dos fatos, Fachin e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinaram que a Polícia Federal (PF) prestasse esclarecimentos sobre a custódia do dispositivo e o estado dos dados armazenados. O objetivo era viabilizar o fornecimento da mídia aos ministros interessados. A corporação sinalizou positivamente para o compartilhamento das cópias integrais já na manhã de domingo (13).

Pedidos de acesso e críticas entre ministros

Com o aval da PF, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes formalizaram solicitações diretas ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, para obterem o material apreendido em novembro do ano passado, durante a operação Compliance Zero. Zanin argumentou que a restrição ao acesso a informações não pode ser imposta aos julgadores, ressaltando a necessidade de formar convicção para o julgamento.

O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, aproveitou a oportunidade para tecer críticas à condução anterior do processo. O decano questionou a permanência da mídia no gabinete de André Mendonça por mais de seis meses, alegando que, sem essa verificação, torna-se impossível identificar eventuais omissões ou contradições no relatório apresentado até então.

Tensões sobre o sigilo e riscos à investigação

Paralelamente, Alexandre de Moraes solicitou a Fachin o levantamento do sigilo da Petição 15.645, também sob a relatoria de Mendonça. Segundo o ministro, o processo conteria elementos essenciais para a análise da Petição 16.662. O presidente do STF optou por consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar uma decisão definitiva sobre a abertura desses dados.

O ministro André Mendonça reagiu prontamente, alertando Fachin sobre os riscos de uma exposição integral do conteúdo do celular neste momento. Segundo o magistrado, a inserção de novos elementos poderia tumultuar a sessão e comprometer o êxito de investigações em curso. Mendonça afirmou ainda que já possui a mesma cópia da mídia que os demais colegas solicitaram, rebatendo insinuações sobre a retenção de provas.

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