10.jan.25/Divulgação/Alesp

Racha no PL e base de Tarcísio: a corrida pela presidência da Alesp

Politica

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se prepara para uma intensa disputa pela sua presidência no próximo ano. Com a decisão do atual ocupante do cargo, André do Prado (PL), de se candidatar ao Senado, a cadeira mais cobiçada do Legislativo paulista ficará vaga, deflagrando uma corrida política que já mobiliza os partidos da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O cenário é de articulações nos bastidores e projeções de bancadas, onde a influência do Palácio dos Bandeirantes será determinante. A presidência da Alesp não é apenas um posto de comando interno, mas uma posição estratégica que define a pauta legislativa, o ritmo das votações e a relação entre o Executivo e o Legislativo no estado mais populoso e economicamente relevante do Brasil.

A corrida pela presidência da Alesp ganha intensidade

A saída de André do Prado para a disputa por uma vaga no Senado Federal abriu um vácuo de poder que os principais partidos da base governista buscam preencher. Tradicionalmente, a presidência da Alesp é ocupada por um deputado da maior bancada, um arranjo que busca garantir governabilidade e alinhamento com o Executivo. No entanto, a palavra final recai sobre o governador, que tem o poder de endossar ou vetar candidaturas.

A importância do cargo é inegável. O presidente da Alesp tem a prerrogativa de definir a agenda de votações, presidir as sessões, nomear membros de comissões e, principalmente, atuar como um interlocutor-chave entre os deputados e o governador. Essa posição confere grande poder de barganha e influência política, tanto na aprovação de projetos de interesse do governo quanto na defesa de pleitos municipalistas.

PL e PSD: a disputa pelas bancadas e a influência do governador

O Partido Liberal (PL), sigla de André do Prado, tem como meta manter a presidência da Casa. Para isso, a estratégia é clara: eleger a maior bancada na eleição de outubro, com a previsão de conquistar, ao menos, 23 deputados. Esse número daria ao partido um peso significativo nas negociações e reforçaria sua legitimidade para pleitear o comando da Assembleia.

Contudo, o Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab, surge como um forte rival. O PSD estima eleger mais de 20 deputados, o que o colocaria em pé de igualdade com o PL na disputa pela maior bancada. A sigla de Kassab pretende usar como argumento o fato de não ter sido contemplada na montagem da chapa majoritária de Tarcísio de Freitas, especialmente após a troca de partido do vice-governador Felício Ramuth, que migrou do PSD para o MDB, e a preterição na indicação de candidaturas ao Senado, que seguirá com Guilherme Derrite (PP) e o próprio André do Prado.

Em meio a essa disputa, o nome que mais agrada ao governador Tarcísio de Freitas é o de seu líder na Alesp, Gilmaci Santos (Republicanos). O deputado, por sua vez, adota uma postura cautelosa, evitando comentar o tema e priorizando sua reeleição, um passo fundamental para qualquer ambição futura.

Divergências internas no PL e o perfil dos candidatos

Apesar da intenção do PL de manter a presidência, o partido enfrenta divergências internas que podem complicar seus planos. Deputados alinhados ao bolsonarismo articulam a candidatura de um representante próprio para suceder André do Prado, que é visto por esse grupo como uma figura mais próxima do centrão. Essa divisão reflete as diferentes correntes ideológicas e estratégias políticas dentro da própria legenda.

Até o momento, o grupo bolsonarista não tem um nome consolidado, mas estuda possibilidades como os deputados Gil Diniz, Lucas Bove e Tenente Coimbra. A ascensão de André do Prado ao Senado, impulsionada em parte pela visibilidade que a presidência da Alesp lhe proporcionou, intensifica ainda mais o interesse pelo cargo. Prado soube usar sua proximidade com Tarcísio e sua capacidade de atender a pleitos de prefeitos para fortalecer sua posição, inclusive convencendo Eduardo Bolsonaro (PL) a chancelar sua candidatura ao Senado com a promessa de ser um senador municipalista.

A corrida pela presidência da Alesp é um termômetro das alianças e tensões políticas em São Paulo. O resultado dessa disputa não apenas definirá o comando do Legislativo estadual, mas também poderá influenciar a governabilidade de Tarcísio de Freitas e as futuras composições partidárias no estado. Os próximos meses serão cruciais para a definição dos rumos políticos paulistas.

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