Anvisa amplia controle digital e permite emissão eletrônica de receitas médicas

Anvisa amplia controle digital e permite emissão eletrônica de receitas médicas

Saúde

A partir desta quarta-feira (30), o cenário da prescrição médica no Brasil passa por uma transformação significativa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início a uma nova fase do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), que agora permite a emissão e o controle eletrônico de documentos que antes dependiam exclusivamente do papel. A medida visa modernizar a fiscalização de medicamentos sujeitos a controle especial, aumentando a segurança para pacientes, médicos e estabelecimentos farmacêuticos.

Digitalização e segurança na prescrição de medicamentos

A principal mudança trazida pela atualização é a possibilidade de emitir eletronicamente notificações de receita, incluindo as de cor azul e amarela. Até então, esses documentos, essenciais para a dispensação de substâncias controladas, exigiam o preenchimento manual em formulários físicos. A nova funcionalidade integra esses registros a uma base de dados nacional, permitindo que farmácias e drogarias verifiquem a autenticidade da numeração e os dados do prescritor em tempo real.

Além das notificações de receita, o sistema agora abrange o controle de receitas de controle especial e aquelas sujeitas à retenção, como antimicrobianos e os agonistas de GLP-1, amplamente conhecidos como canetas emagrecedoras. A centralização dessas informações no portal da Anvisa busca reduzir fraudes e evitar a reutilização indevida de numerações, fortalecendo a vigilância sanitária em todo o território nacional.

Transição gradual para o modelo eletrônico

A Anvisa reforça que a mudança não impõe o fim imediato das receitas em papel, nem torna a emissão eletrônica obrigatória para todos os casos. O processo de implementação será gradual, respeitando a prontidão tecnológica de médicos, clínicas e farmácias. Para as chamadas “receitas brancas”, foi estabelecido um período de transição que segue até 29 de outubro, permitindo a coexistência de modelos físicos e digitais.

Após esse prazo, a partir de 30 de outubro, qualquer receita branca emitida eletronicamente deverá, obrigatoriamente, estar integrada ao SNCR. A agência esclarece que essa integração não substitui a opção do paciente em optar pelo receituário físico, mas cria um padrão técnico para aqueles que já utilizam sistemas de prescrição digital. A ideia é que o setor se adapte conforme a viabilidade técnica de cada serviço.

Integração técnica e fluxo de trabalho

Para os profissionais de saúde, a rotina de trabalho não sofrerá alterações drásticas. Os médicos continuarão utilizando seus sistemas de prescrição habituais, que precisarão estar integrados ao SNCR para processar as novas receitas eletrônicas. A Anvisa já disponibilizou a documentação técnica e um ambiente de treinamento para desenvolvedores de softwares de gestão de saúde, garantindo que a comunicação entre os sistemas ocorra de forma segura e padronizada.

Nas farmácias, o processo de dispensação ganha agilidade. O uso de QR Codes nos modelos eletrônicos permitirá que o farmacêutico consulte instantaneamente as informações no sistema, confirmando a validade do documento e registrando a baixa da receita. Esse registro automático é uma peça-chave para o controle de estoque e para a fiscalização, garantindo que cada prescrição seja utilizada apenas uma vez, conforme a legislação vigente.

O Diário Global segue acompanhando as atualizações tecnológicas na saúde pública e os impactos dessas mudanças no cotidiano dos brasileiros. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que moldam o setor farmacêutico e o bem-estar da população.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *