Seleção feminina de basquete decide vaga no Pré-olímpico em clássico contra a Argentina

Seleção feminina de basquete decide vaga no Pré-olímpico em clássico contra a Argentina

Esporte

A seleção brasileira de basquete feminino enfrenta um momento crucial nesta quinta-feira (20), com o futuro no torneio classificatório para o Pré-Olímpico da modalidade em jogo. A partir das 15h (horário de Brasília), as brasileiras disputam um clássico sul-americano contra a Argentina, em partida válida pela terceira e última rodada do Grupo A da competição, que está sendo realizada em Guadalajara, no México.

Este confronto direto não é apenas uma rivalidade histórica, mas uma verdadeira final antecipada para ambas as equipes, que buscam uma das duas vagas nas semifinais do torneio. A vitória é essencial para manter vivo o sonho de chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, ou, no mínimo, garantir um caminho alternativo mais favorável.

Caminho desafiador no torneio classificatório

A jornada da equipe brasileira em Guadalajara tem sido de altos e baixos, refletindo a intensidade e o equilíbrio do grupo. A estreia, na segunda-feira (17), foi marcada por uma derrota apertada de 63 a 61 para o Sudão do Sul, um resultado que exigiu uma rápida reabilitação da equipe. No entanto, as jogadoras mostraram resiliência.

Na noite da última terça-feira (18), o Brasil conseguiu se recuperar ao superar a Nova Zelândia por 56 a 53. Essa vitória foi fundamental para manter as chances de classificação e demonstrou a capacidade do time de reagir sob pressão, ajustando a estratégia e o ritmo de jogo para conquistar um resultado positivo.

Destaque individual e controle de jogo

Assim como na primeira partida, a armadora Aaliyah Guyton, filha da ex-jogadora Adrianinha – medalhista de bronze na Olimpíada de Sydney (Austrália) em 2020, segundo a fonte original – foi um dos grandes destaques individuais. Com 18 pontos, quatro assistências e três roubadas de bola, Aaliyah demonstrou sua importância para a equipe, liderando o ataque e contribuindo significativamente na defesa.

Diferentemente do jogo de estreia, onde a equipe esteve atrás no placar por quase toda a partida, contra a Nova Zelândia as brasileiras conseguiram controlar o ritmo e o placar na maior parte do tempo. Foram cerca de 37 minutos à frente, contra apenas um minuto e 18 segundos com as rivais em vantagem, o que indica uma maior consistência e domínio tático.

A busca pela vaga olímpica e as próximas etapas

A situação do Grupo A é de extremo equilíbrio, com as quatro seleções empatadas com uma vitória e uma derrota cada. O Brasil ocupa a segunda posição, com saldo positivo de um ponto (117 feitos e 116 sofridos), atrás da Nova Zelândia (saldo de 19) e à frente de Sudão do Sul (-1) e da Argentina (-19). Este saldo de pontos será crucial em caso de empate na pontuação.

Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para as semifinais, onde enfrentarão as seleções classificadas do Grupo B, que inclui Canadá, México, Filipinas e Senegal. O campeão deste torneio classificatório garante vaga direta no Pré-Olímpico, agendado para fevereiro de 2028, que definirá dez dos 12 participantes da modalidade nos Jogos de Los Angeles.

Para as seleções que não conseguirem a vaga por meio deste classificatório, haverá uma nova oportunidade nos torneios continentais. No caso do Brasil, a próxima chance será na Copa América do ano que vem, que ocorrerá entre os dias 3 e 11 de julho em El Salvador. Os quatro primeiros colocados deste torneio também se classificarão para o Pré-Olímpico.

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