Presidente da Colômbia revoga decreto e flexibiliza porte de armas no país

Presidente da Colômbia revoga decreto e flexibiliza porte de armas no país

Últimas Notícias

Mudança na política de segurança pública colombiana

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, oficializou nesta terça-feira (8) a revogação do decreto que restringia o porte de armas no país. A medida encerra um ciclo de mais de uma década de restrições severas, alterando profundamente a política de segurança pública da nação. O mandatário, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, defende que a flexibilização é uma ferramenta necessária para que a população possa exercer o direito à autodefesa diante do avanço da criminalidade.

A decisão de Espriella cumpre uma promessa central de sua campanha eleitoral. O presidente argumenta que as proibições vigentes, renovadas sucessivamente desde 2015, falharam em conter o acesso de criminosos ao armamento ilegal. Ao anunciar a mudança em suas redes sociais, o chefe do Executivo enfatizou que a prioridade de sua gestão será o combate direto às armas utilizadas por facções e grupos criminosos, em vez de limitar o acesso de cidadãos que cumprem os requisitos legais.

Contexto histórico e a transição das regras

A restrição ao porte de armas na Colômbia foi iniciada em 2015, sob a gestão de Juan Manuel Santos. Naquele momento, o governo baseou-se em evidências que associavam a presença de armas de fogo em circulação ao aumento dos índices de violência. Desde então, a proibição foi mantida e renovada por diferentes administrações, incluindo as de Iván Duque e Gustavo Petro, o antecessor de esquerda de Espriella.

Com a revogação do decreto 1.482, que impedia o porte fora de locais autorizados, a nova diretriz estabelece que o direito ao porte será condicionado estritamente às armas amparadas por autorizações específicas e às condições estabelecidas pelos órgãos de controle. A medida marca uma guinada conservadora na administração do país, que enfrenta um cenário de insegurança agravado pelo aumento expressivo no número de sequestros ao longo de 2025.

Dados sobre criminalidade e armamento

Para sustentar a mudança, o governo apresentou dados sobre a atuação das forças de segurança. Segundo Espriella, entre 1º de janeiro e 3 de setembro, a Força Pública apreendeu 15,7 mil armas de fogo. Deste total, 14.179 estavam diretamente vinculadas à prática de crimes, o que, segundo o presidente, comprova que a ameaça real provém do mercado ilegal e não do cidadão legalmente armado.

O cenário de armamento na região é complexo. De acordo com o Small Arms Survey, organização sediada em Genebra, a Colômbia registrava 10,1 armas por habitante em 2017. O índice posicionava o país em sétimo lugar entre 12 nações sul-americanas, ficando abaixo de países como o Uruguai, que liderava o ranking com 34,7 armas per capita, e acima do Brasil, que apresentava 8,3 armas por habitante na mesma pesquisa.

Repercussão e expectativas

A decisão de flexibilizar o porte de armas gera debates intensos sobre os impactos na segurança pública colombiana. Enquanto apoiadores do governo veem a medida como um fortalecimento da autonomia individual, críticos apontam riscos de escalada na violência urbana. O Diário Global segue acompanhando os desdobramentos desta política e o impacto real nas taxas de criminalidade do país. Continue conosco para mais análises e informações atualizadas sobre os principais acontecimentos da política internacional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *