A declaração do então candidato Flávio Bolsonaro de que seu primeiro decreto presidencial seria tornar Jesus o Senhor do Brasil reacendeu um intenso debate sobre a interseção entre fé e política no cenário eleitoral brasileiro. A promessa, feita no final de agosto, foi rapidamente interpretada por muitos como uma estratégia de manipulação eleitoral da fé, gerando discussões sobre a laicidade do Estado e os limites da instrumentalização religiosa em campanhas.
Para o sociólogo Valdinei Ferreira, doutor pela USP e pesquisador na área de espiritualidade, a fala de Bolsonaro representou uma profanação eleitoral da fé. A frase, aparentemente simples, carregava uma complexidade de significados e uma
