O empresário Ricardo Faria, fundador da Granja Faria, alcançou um marco significativo em sua trajetória corporativa ao figurar, pela primeira vez, entre os dez brasileiros mais ricos do país. Segundo o ranking da Forbes de 2026, o executivo detém um patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, um salto expressivo impulsionado por uma estratégia agressiva de expansão global e consolidação no setor de agronegócio.
A trajetória do ‘Rei do Ovo’ no agronegócio
A ascensão de Ricardo Castellar de Faria, hoje com 51 anos, é marcada por uma transição de setores. Nascido no Rio de Janeiro e criado em Santa Catarina, ele iniciou sua vida empreendedora ainda na infância, com a venda de picolés e frutas. Após abandonar o curso de medicina para se dedicar à Engenharia Agronômica, Faria fundou a Lavebras, uma rede de lavanderias industriais que foi vendida em 2017 por aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Esse capital inicial foi o alicerce para que ele concentrasse seus esforços na avicultura, setor onde se tornaria uma referência nacional.
Estratégia de escala e domínio de mercado
Fundada em 2006, a Granja Faria adotou desde o início um modelo de negócios focado em escala. A empresa, que começou atendendo grandes frigoríficos como a Perdigão, cresceu por meio de aquisições estratégicas e abertura de novas unidades produtivas. Atualmente, a companhia opera 34 unidades e conta com cerca de 2,7 mil funcionários, atingindo a marca de 16 milhões de ovos produzidos diariamente. Esse volume consolidou a marca como a maior produtora de ovos comerciais e férteis do Brasil.
Expansão global e valorização patrimonial
O salto no patrimônio de Faria — que passou de R$ 19,6 bilhões em 2025 para os atuais R$ 35,1 bilhões — está intrinsecamente ligado à internacionalização de seus negócios. A criação da holding Global Eggs, com sede em Luxemburgo, permitiu a aquisição de empresas estrangeiras, como a espanhola Hevo e a norte-americana Hillandale Farms. Com operações em três continentes, o grupo passou a controlar mais de 45 milhões de aves.
A entrada de fundos de investimento, como a gestora Warburg Pincus, foi um divisor de águas. Em março deste ano, a venda de uma participação minoritária na Global Eggs avaliou a empresa em US$ 8 bilhões. Além da avicultura, o portfólio do empresário inclui a Insolo, voltada para a produção agrícola, e a RCF Capital, holding responsável pela gestão de seus investimentos, diversificando sua atuação no mercado financeiro e produtivo, conforme detalhado pela Gazeta do Povo.
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