Senado define data para votação decisiva sobre o fim da escala 6x1

Senado define data para votação decisiva sobre o fim da escala 6×1

Politica

O cronograma para a votação da PEC no Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, oficializou a data para a análise em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. A votação, que é aguardada por diversos setores da sociedade civil e movimentos sindicais, foi marcada para a próxima terça-feira (6). O anúncio encerra um período de expectativa sobre o destino da matéria, que tramita no Congresso Nacional desde 2019.

Em nota oficial, a assessoria da presidência do Senado destacou que o tema possui ampla relevância social e será tratado com o devido equilíbrio. A expectativa é que o debate no plenário reflita as diferentes perspectivas entre parlamentares, representantes do setor produtivo e entidades de defesa dos direitos trabalhistas, que acompanham de perto os desdobramentos da proposta.

Trajetória legislativa e o papel da CCJ

A proposta, que altera dispositivos da Constituição Federal, obteve sucesso na Câmara dos Deputados ainda no final de maio, quando foi aprovada em dois turnos. Após o envio ao Senado, o texto enfrentou um período de estagnação, com a base governista pressionando por sua inclusão na pauta de votações. Somente em agosto, Davi Alcolumbre encaminhou a PEC para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A aprovação na CCJ ocorreu no início de setembro, mas o presidente da Casa optou por não levar o texto ao plenário de imediato. Na ocasião, o parlamentar justificou que a votação deveria ocorrer apenas após o período eleitoral. O compromisso de pautar o assunto foi reforçado durante uma sessão deliberativa, em resposta a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS), que defende a medida como um marco para a dignidade do trabalhador brasileiro.

Impactos da proposta na jornada de trabalho

A PEC 221 de 2019 propõe uma mudança estrutural nas relações de trabalho ao instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal. Além disso, o texto prevê a redução da jornada laboral das atuais 44 horas para 40 horas semanais, garantindo que não haja redução salarial para os trabalhadores abrangidos pela medida.

Para garantir a viabilidade da transição, o projeto estabelece um prazo de até 14 meses para a adaptação das empresas. Categorias com jornadas especiais poderão compensar o trabalho aos finais de semana, desde que a média de duas folgas semanais seja mantida dentro do mesmo mês. Uma regra diferenciada foi desenhada especificamente para os trabalhadores terceirizados que atuam na Administração Pública, visando adequar a mudança à realidade do setor estatal.

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