Terremoto de 5,1 no Peru: abalo nos Andes deixa mortos e dezenas de feridos

Terremoto de 5,1 no Peru: abalo nos Andes deixa mortos e dezenas de feridos

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Um terremoto de magnitude 5,1 atingiu a região andina do Peru neste sábado (18 de julho de 2026), resultando em um saldo trágico de cinco mortos e 21 feridos. A informação foi confirmada no domingo pelo Instituto Nacional de Defesa Civil (INDECI) do país, que detalhou os impactos do abalo sísmico em comunidades remotas.

O incidente ressalta a vulnerabilidade de diversas localidades na América Latina a fenômenos naturais, especialmente aquelas com construções mais antigas e menos resistentes. A profundidade e a localização do epicentro foram fatores cruciais para a intensidade dos danos observados.

Impacto devastador em Chongos Bajo

O epicentro do terremoto, que ocorreu às 21h24, horário local, foi localizado no distrito de Chongos Bajo, na região de Junín, a aproximadamente 300 quilômetros a leste da capital, Lima. O Instituto Geofísico do Peru (IGP) registrou o abalo a uma profundidade de 24 quilômetros, considerada relativamente baixa, o que amplifica a percepção e o poder destrutivo na superfície.

Inicialmente, devido à natureza remota da área, os primeiros relatos não indicavam vítimas fatais. Contudo, à medida que as equipes de resgate e avaliação conseguiram acessar as comunidades, a extensão da tragédia se tornou clara. O chefe do INDECI, general Luis Vásquez, confirmou os números de mortos e feridos, validados pelo Ministério da Saúde, em entrevista a uma rádio local.

Vulnerabilidade sísmica e danos estruturais

A baixa profundidade do terremoto, combinada com o tipo de construção predominante na região, foi um fator determinante para a severidade dos estragos. Muitas casas em Chongos Bajo e arredores são edificadas com adobe e quincha (uma técnica de pau-a-pique), materiais que, embora tradicionais, oferecem menor resistência a abalos sísmicos intensos.

“O terremoto destruiu nossa casa. Há muitas casas de adobe aqui que desabaram”, relatou um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão Canal N, ilustrando a fragilidade das estruturas. Ao todo, 48 casas foram completamente destruídas, e cerca de 300 pessoas foram diretamente afetadas, necessitando de assistência emergencial.

O governo regional agiu prontamente, fornecendo barracas e cobertores para os desabrigados, buscando minimizar o sofrimento das famílias que perderam suas moradias. A resposta rápida é crucial em desastres dessa natureza, onde o tempo é um fator crítico para a sobrevivência e o bem-estar das vítimas.

O Círculo de Fogo do Pacífico e a realidade peruana

O Peru, com uma população de 34 milhões de habitantes, está situado em uma das zonas de maior atividade sísmica do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico. Essa vasta área, que se estende pela costa oeste das Américas e pela costa leste da Ásia, é caracterizada por um grande número de terremotos e erupções vulcânicas devido ao encontro de diversas placas tectônicas.

Anualmente, o país registra pelo menos 400 terremotos com magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis pela população. Essa constante atividade sísmica exige que o Peru mantenha um alto nível de preparação e resiliência, embora eventos como o de Chongos Bajo demonstrem os desafios persistentes, especialmente em áreas com infraestrutura mais precária.

Desafios regionais e lições de desastres

A realidade peruana ecoa a de outros países da América Latina, que também enfrentam a ameaça constante de terremotos. Em junho, a Venezuela foi palco de dois terremotos devastadores que, segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano, deixaram ao menos 5 mil mortos, tornando-se o mais forte tremor no país em mais de um século. A ONU estima que o número de desaparecidos possa chegar a 50 mil, configurando um dos piores desastres sísmicos da história recente da América Latina.

Na Venezuela, mais de 800 edifícios foram afetados, com 190 desabamentos. Em La Guaira, milhares de desabrigados buscaram refúgio em estádios, praças e calçadas, recebendo assistência de voluntários. A resposta do regime venezuelano foi alvo de críticas, com acusações de lentidão e ineficácia, embora as autoridades tenham rebatido as afirmações, atribuindo-as a “laboratórios midiáticos”. Esses eventos regionais sublinham a importância de políticas públicas robustas de prevenção, construção segura e resposta a desastres para proteger as populações mais vulneráveis.

Para mais informações sobre a atividade sísmica na região, consulte o Instituto Geofísico del Perú.

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