O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou uma leve alta em seu índice de aprovação, conforme revelado por uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 14 de setembro de 2026. O levantamento aponta que, apesar da recuperação pessoal, o Partido Republicano enfrenta um cenário desafiador, com o apoio popular se inclinando cada vez mais para os democratas no Congresso. A pesquisa, realizada nos dias seguintes à convenção nacional republicana no Texas, oferece um panorama complexo da política americana.
A aprovação de Trump na Casa Branca alcançou 35%, um aumento marginal em relação aos 33% registrados em uma pesquisa anterior Reuters/Ipsos, realizada entre 28 e 31 de agosto, que marcou a mínima histórica de sua carreira política. Este resultado foi corroborado por um levantamento subsequente do Financial Times. A pesquisa atual entrevistou 1.143 americanos em todo o país, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, conferindo robustez aos dados.
Recuperação na aprovação e desafios no Congresso
Apesar da pequena melhora na percepção pública sobre o desempenho de Trump, o cenário para o Partido Republicano no Congresso é menos animador. A pesquisa indicou uma preferência crescente pelos democratas: 44% dos eleitores afirmaram que votariam no partido de oposição se as eleições para o Congresso fossem hoje, contra 37% que escolheriam os republicanos. Essa diferença de 7 pontos percentuais representa a maior vantagem democrata desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025. A perda de controle de qualquer uma das casas legislativas poderia significar um obstáculo significativo para a agenda do presidente nos dois últimos anos de seu mandato.
A percepção sobre a gestão econômica também virou a favor dos democratas, que foram apontados por 38% dos eleitores como os melhores gestores da economia, superando os republicanos, que obtiveram 37%. Esta é a primeira vez em aproximadamente uma década que os democratas conquistam essa vantagem no meio do ano, refletindo uma mudança na confiança do eleitorado em um tema tradicionalmente forte para os republicanos.
Impacto da guerra e economia nos eleitores
A queda na popularidade de Donald Trump e de seus aliados republicanos está intrinsecamente ligada a eventos recentes de grande impacto. Desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro, o país tem enfrentado interrupções nos embarques de petróleo do Oriente Médio, resultando em uma escalada nos preços dos combustíveis. Essa alta nos custos de energia tem afetado diretamente as finanças das famílias americanas, gerando insatisfação e contribuindo para a erosão do apoio ao governo e ao partido no poder.
A gestão de crises internacionais e seus desdobramentos econômicos são fatores cruciais para a avaliação do eleitorado. A percepção de que a guerra impactou negativamente o bolso dos cidadãos parece ter sido um dos principais catalisadores para a mudança de humor, especialmente entre aqueles que antes apoiavam a administração republicana. A instabilidade econômica, com a inflação dos combustíveis, tornou-se um ponto sensível para a população, influenciando diretamente as intenções de voto para as próximas eleições legislativas.
Propostas polêmicas e polarização nacional
A pesquisa também avaliou a recepção de propostas específicas apresentadas por Trump. Uma das mais controversas foi a promessa de um pagamento de US$ 5.000 a todos os americanos, caso os republicanos mantivessem o controle do Congresso. Essa ideia foi amplamente rejeitada por 63% dos americanos, incluindo 4 em cada 10 republicanos e 9 em cada 10 democratas, demonstrando uma rara convergência de desaprovação em um tema econômico direto.
Outro ponto de polarização são os projetos de construção de Trump na capital dos EUA, como o controverso salão de festas para a Casa Branca. Esses empreendimentos foram avaliados sob uma ótica fortemente partidária: 91% dos democratas se opuseram aos planos, enquanto apenas 25% dos republicanos manifestaram oposição. Cerca de dois terços dos americanos, incluindo metade dos republicanos, consideraram esses projetos de baixa prioridade, indicando um descompasso entre as prioridades do governo e as da população.
O cenário político americano em 2026 é de intensa polarização e desafios para o governo Trump. A recuperação modesta de sua aprovação contrasta com a perda de terreno do Partido Republicano no Congresso, impulsionada por questões econômicas e propostas que não ressoam com grande parte do eleitorado. Os próximos anos prometem ser decisivos para a administração e para o futuro da representação partidária no legislativo. Para continuar acompanhando as análises mais aprofundadas sobre a política global e seus desdobramentos, acesse o Diário Global. Nosso compromisso é com a informação relevante, atual e contextualizada, oferecendo uma leitura completa dos fatos que moldam o mundo.

