Uma tendência alimentar que tem ganhado força nas redes sociais e em grupos de pais, a chamada dieta ‘baby GAPS’, está sob o escrutínio de especialistas em saúde infantil. Embora prometendo melhorias na saúde e imunidade dos bebês, este protocolo restritivo carece de evidências científicas robustas e, segundo médicos e nutricionistas, pode representar sérios riscos nutricionais e comprometer o desenvolvimento infantil.
A popularização da ‘baby GAPS’ ocorre em um momento em que a busca por alternativas de alimentação saudável para crianças é crescente, mas a falta de embasamento científico levanta um alerta crucial para pais e cuidadores.
A Origem e a Popularidade da Dieta GAPS
A dieta GAPS (Gut and Psychology Syndrome) foi desenvolvida em 2004 pela médica e nutricionista britânica Natasha Campbell-McBride. Originalmente concebida para adultos, com foco na restrição de grãos, laticínios, açúcares e amidos, a dieta propõe um alto consumo de proteína animal e a exclusão de alimentos que seriam
